Coluna: ‘Quem são as três novas equipes da F1?’, por Robson Miranda

Nesta sexta-feira (12/06), a FIA divulgou a lista das treze equipes inscritas para o Mundial de 2010. Além das dez que já disputam a categoria, três novas equipes ganharam o direito de alinhar no grid da mais importante categoria do automobilismo mundial: Manor F1 Team, Campos Grand Prix e USF1. Mas de onde vieram e o que esperar das novatas?

Fundada em 1990, pelo ex-piloto britânico John Booth ( disputou a F-Ford  Inglesa e a F-3 Inglesa na década de 1980), a Manor Grand Prix Racing, que na F-1 irá usar o nome Manor F1 Team, é uma das mais respeitadas equipes de F-3 da Europa, tendo conquistado diversas vitórias. A equipe possui duas sedes uma em Sheffield e outra em Bicester.

Uma parceria com a Wirth Research, do projetista Nick Wirth, foi anunciada para a produção dos carros. Wirth que foi proprietário da Simtek na década de 1990 será o diretor técnico da equipe.

O ex-piloto da Minardi na F-1, o espanhol Adrian Campos fundou a Campos Racing em 1998. A equipe tem participado de diversas categorias desde então. No ano passado, com o italiano Giorgio Pantano, foi Campeã da GP2 Series, a principal categoria de acesso para a F-1.

Com o nome de Campos Grand Prix, a equipe será comandada em conjunto com a agência esportiva Media Image. A equipe terá duas sedes, uma em Madri (com os departamentos de mercado e administração) e outra em Valência (com o centro técnico). A Dallara Automotive e a Xtrac serão as responsáveis pela fabricação dos chassis.

A USF1 é a única das novatas sem experiência alguma nas pistas. Mas os seus dois principais diretores são figuras conhecidas da F-1.

O projetista norte-americano Ken Anderson começou a trabalhar na F-Indy no começo da década de 1980. Logo foi contratado pela Penske. Em 1988 foi para a F-1, como diretor técnico da equipe Ligier. Passou depois pela Onix, retornando aos EUA depois da falência da equipe.

De volta a F-Indy passou pela Ganassi, Foyt e Bettenhausen, tornando-se engenheiro da G-Force, envolveu-se na formulação das regras da novata IRL. Depois de deixar a G-Force, trabalhou na All American Racers,  tornando-se em 2003, diretor técnico da Haas CNC Racing na Nascar.

O jornalista britânico Peter Windsor tem 35 anos de experiência na F-1, como chefe de equipe e assessor. Passou pela Williams e Ferrari e foi assessor de diversos pilotos, como o inglês Nigel Mansell.

No começo da década de 1990 ele fez parte, junto com o ex-piloto japonês Tetsu Ikuzawa, do projeto de uma nova equipe de F-1, que acabou por falta de dinheiro.

As três equipes serão equipes com o motor Cosworth, que volta a F-1 depois de quatro anos. A tradicional fabricante de motores, que dominou a F-1 na década de 1970, venceu a concorrência feita pela FIA, para a produção de um motor padrão no valor de 5,5 milhões de euros (R$ 15 mi) por temporada, mais € 2 milhões (R$ 5,4 mi) de entrada.

Pelo currículo das pessoas envolvidas nas equipes estreantes, a FIA acertou na escolha. Agora é esperar a temporada de 2010, e que novos pilotos tenham a chance de mostrar o seu potencial nestas equipes, podendo assim chegar as principais equipes, como fez o espanhol Fernando Alonso, na Minardi e o brasileiro Felipe Massa, na Sauber. 

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