Fórmula 1 tenta evitar caos e circuito de Fuji pode retornar ao calendário de 2026

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A temporada de 2026 da Fórmula 1 está enfrentando um grande desafio devido à guerra no Oriente Médio, que atualmente envolve Irã, Israel e os Estados Unidos. A categoria já foi forçada a tomar medidas drásticas, cancelando as corridas do Bahrein e da Arábia Saudita que aconteceriam no mês de abril.

O rápido e violento avanço do conflito na região do Golfo Pérsico acendeu um alerta vermelho para o encerramento da temporada. Os Grandes Prêmios do Catar e de Abu Dhabi, previstos para os meses de novembro e dezembro, correm um sério risco de cancelamento por falta de segurança. Fatos recentes justificam o medo da categoria: um grande complexo de energia foi bombardeado no Catar, e, na Arábia Saudita, ataques militares atingiram uma base aérea e deixaram mortos em áreas residenciais.

O Pesadelo Logístico das Equipes

Mais do que apenas o cancelamento das provas, a Fórmula 1 vive hoje um verdadeiro caos logístico. Equipes gigantes, como Mercedes, McLaren e Williams, estão com toneladas de equipamentos de garagem presos no autódromo do Bahrein desde o fim da pré-temporada, em fevereiro.

A situação de segurança no país ficou tão grave que um míssil chegou a cair em uma base militar a apenas 30 quilômetros da pista, forçando o cancelamento imediato de um teste de pneus programado pela Pirelli. Funcionários da McLaren e da Mercedes até mesmo chegaram a ficar presos dentro do país, só conseguindo sair em segurança poucos dias antes de viajarem para o GP da Austrália.

A Solução: O “Plano B” no Japão

Para não perder dinheiro, não deixar o campeonato com mais buracos e, acima de tudo, garantir a segurança de todos os envolvidos, a Fórmula 1 começou a movimentar seus bastidores em busca de alternativas. A opção que mais ganhou força nas últimas horas é um retorno ao lendário circuito de Fuji, também no Japão.

A possibilidade é tão real que, durante os trabalhos no circuito de Suzuka, fornecedores e prestadores de serviço foram sondados em segredo para verificar se teriam disponibilidade para trabalhar em Fuji no final do ano. O autódromo possui a nota máxima de segurança da FIA, recebe atualmente corridas do Mundial de Endurance (WEC) e tem muita história na Fórmula 1, incluindo a famosa batalha pelo título entre Niki Lauda e James Hunt nos anos 70.

Além de Fuji, o circuito de Portimão, em Portugal, também é cotado e pode ser utilizado no final do ano caso haja necessidade. Com as cidades que recebem a Fórmula 1 tão próximas a mísseis e zonas de conflito, a troca por pistas em países seguros como o Japão surge como a única saída viável e sensata para salvar a reta final do campeonato.