A McLaren confirmou nesta sexta-feira (17) que entrou formalmente com um recurso junto à Corte Internacional de Apelação da FIA contra a decisão que reinstalou Pierre Gasly na terceira posição do GP de Mônaco de 2026. A equipe britânica considera que a medida compromete a “justiça esportiva e a integridade da competição”.
Entenda o caso
Pierre Gasly, da Alpine, cruzou a linha de chegada em terceiro lugar no último domingo (07), no lendário Circuito de Mônaco. No entanto, foi inicialmente rebaixado para a sétima posição após receber duas penalidades de cinco segundos cada por excesso de velocidade na entrada dos boxes. Com a punição, Isack Hadjar, da Red Bull, herdou a terceira colocação.
A Alpine, porém, solicitou um “Direito de Revisão” junto aos comissários da prova e apresentou o que considerou ser “evidências novas, significativas e relevantes”. O pedido foi aceito e, pouco antes do início dos primeiros treinos livres para o GP da Espanha, realizado no Circuito de Barcelona-Catalunya nesta sexta-feira, Gasly foi informado que voltaria ao pódio.
Posição da McLaren
Em comunicado oficial, a McLaren justificou o recurso alegando que o caso levanta “questões importantes sobre justiça esportiva, consistência regulatória e integridade da competição”.
“Apesar de respeitarmos plenamente os processos judiciais da FIA e o papel dos comissários, acreditamos que este caso levanta questões importantes”, declarou a equipe em nota.
A McLaren argumenta que “a remoção subsequente das penalidades cria uma situação na qual alguns competidores são prejudicados por terem agido de acordo com as regras e as decisões dos comissários”. Segundo a equipe, tal resultado “arrisca criar inequidade esportiva e minar a confiança na aplicação consistente do Regulamento Esportivo da FIA”.
Impacto na classificação
Com a reinstauração de Gasly no pódio, Oscar Piastri, piloto da McLaren, que havia subido para a quarta posição após a penalização inicial do francês, retornou à quinta colocação original. Piastri havia cumprido sua própria penalidade por excesso de velocidade nos boxes durante a prova em Mônaco.
Outros pilotos também foram penalizados pela mesma infração, mas o caso de Gasly se tornou o mais emblemático por envolver uma posição no pódio em uma das corridas mais prestigiosas do calendário da Fórmula 1.
Próximos passos
Agora, a FIA analisará o recurso da McLaren através de sua Corte Internacional de Apelação. Não há previsão para um veredito final, mas a decisão poderá ter implicações não apenas para o GP de Mônaco, mas também para a interpretação das regras de excesso de velocidade nos boxes em futuras corridas da temporada 2026.
O caso reacende o debate sobre a aplicação consistente das regras na Fórmula 1 e sobre até que ponto decisões tomadas após o fim das corridas podem alterar resultados consolidados.

