A Ferrari está correndo contra o tempo para introduzir uma versão atualizada de sua unidade de potência ainda no primeiro semestre de 2026. Segundo o chefe da equipe, Frédéric Vasseur, a Scuderia pretende utilizar as janelas de desenvolvimento permitidas pela FIA para ajustar componentes críticos do sistema híbrido. Com o adiamento das corridas iniciais no Oriente Médio, o GP de Mônaco tornou-se o novo alvo para a estreia das modificações.
O foco técnico está no sistema de recuperação de energia (ERS). Diferente do regulamento anterior, os carros de 2026 dependem de quase 50% de potência elétrica. Relatos de bastidores indicam que a Ferrari encontrou uma forma de otimizar o fluxo de energia para evitar que o carro “morra” no final de retas longas, um problema que Lewis Hamilton enfrentou durante o GP da China, apesar de ter conquistado um pódio heroico.
O impacto dessa mudança pode redefinir o campeonato. Se a Ferrari conseguir estabilizar a entrega de torque elétrico, ela poderá desafiar a hegemonia inicial da Mercedes. No entanto, especialistas alertam que qualquer erro no mapeamento de software sob o novo regulamento pode resultar em quebras catastróficas, tornando a aposta de Maranello um movimento de “tudo ou nada”.

