O aguardado primeiro dia de atividades de pista para o GP do Brasil de MotoGP começou com contratempos em Goiânia. Fortes chuvas durante a madrugada e o início da manhã de hoje, 20 de março, forçaram o atraso de uma hora no início do TL1 da Moto3, que por sua vez empurrou todo o cronograma. A organização da prova mobilizou equipes de limpeza e secagem para garantir a segurança dos pilotos no asfalto do Autódromo Ayrton Senna, que sofreu com pontos de alagamento.
A reprogramação definiu que o primeiro treino livre da MotoGP começasse apenas às 12h05 (horário local), uma hora após o previsto originalmente. Pilotos como Fabio Quartararo e Jorge Martín expressaram cautela, destacando que as condições de aderência da pista em Goiânia mudam drasticamente quando o asfalto está “verde” e úmido. A Michelin, fornecedora de pneus, também monitora a situação para orientar as equipes sobre a melhor escolha de compostos para o asfalto recém-lavado pela chuva.
Apesar do susto inicial, a previsão meteorológica indica uma melhora para o restante do final de semana. No entanto, o histórico de tempestades tropicais em março coloca as equipes em alerta para a possibilidade de uma classificação ou até mesmo corrida sob chuva. Para os especialistas, esse fator pode nivelar o grid e favorecer pilotos conhecidos por sua habilidade em pista molhada, como o australiano Jack Miller e o próprio brasileiro Diogo Moreira.

