500 Milhas: Comandada por Barrichello, Hero larga em 2º. Pilotos destacam exaustão física na prova

Prova equivale à distância de 28 corridas de kart. “Maior desafio é preservar as mãos”, diz Rafael Suzuki

Com largada às 12h30 deste sábado (16), as 500 Milhas de Kart da Granja Vianna são encaradas como uma maratona pelos pilotos, muitos deles já preocupados com a exaustão física no forte calor que tem marcado a semana na cidade de Cotia, na zona oeste da Grande São Paulo. Comandada por Rubens Barrichello, a equipe Hero Motorsports confirmou o potencial competitivo e vai largar com um de seus karts da segunda colocação do grid. Considerado grande especialista no traçado, o campeão brasileiro de kart João Cunha foi o responsável pela marca para a Hero, com a pole sendo registrada por José Ricardo Oliveira no comando do kart #319, da equipe AmericaNet – atual campeã das 500 Milhas.

A temperatura ambiente deve chegar aos 30 graus neste sábado e, mesmo com possibilidade de chuva às 15h e às 18h, os pilotos esperam uma prova extenuante. “Um dos principais desafios é preservar as mãos até o final da corrida”, diz Rafael Suzuki, piloto da Stock Car que dividirá a pilotagem dos kart #71 e #72 com João Cunha e Rubens Barrichello – as principais equipes contam com três karts em um esforço para aumentar suas chances de terminar bem a prova. “Eu enfaixo a minha mão com fitas, para não criar bolhas. Todos os pilotos também costumam aliviar a pressão das mãos no volante nas retas ou em momentos em que não estão disputando com outros karts. Isso faz muita diferença no final da prova. As dores não só incomodam, mas também desconcentram o piloto”, completa João Cunha.

A distância da corrida – 500 milhas equivalem a cerca de 800 quilômetros de prova, ou duas vezes o percurso entre as capitais de São Paulo e Rio de Janeiro – é outra preocupação. “Uma corrida aqui na Granja Vianna tem tipicamente 25 voltas”, conta Rafael Suzuki. “Mas esta prova conta 700 voltas, ou 28 vezes uma prova normal. Como pilotamos em mais de um kart, cada competidor vai percorrer entre 250 e 300 voltas – é uma distância enorme para se estar em alta velocidade disputando freadas de kart o tempo todo”, resume o piloto da Stock Car. “Um piloto perde em média dois quilos nessa prova”, destaca João Cunha.

Rubinho é o estrategista – Para garantir boas colocações na largada, a equipe Hero Motorsport contou com a experiência e estratégia ditada por Barrichello. “A equipe optou por sair para a pista em último nas tomadas de tempo, comigo no #71 e o Rubinho no #72”, conta Cunha. “E fizemos jogo de vácuo entre nós. Aqui, todo mundo tem que fazer isso, por que dá uma diferença de até quatro décimos”, relata.

Recordista de vitórias nas 500 Milhas, com nove primeiros lugares, Rubens Barrichello ficou satisfeito com o desempenho da equipe, mas lembrou que as características da corrida – repleta de imprevistos como quebras, rodadas e até erros dos competidores – sempre influencia no resultado final. “Eu diria que a largada não quer dizer nada neste tipo de prova. Vale muito pouco. Essa é uma corrida muito longa. E certamente não se ganha uma corrida dessas na largada. É preciso estar bem nas voltas finais. Esse tem que ser o objetivo”, resumiu o piloto e estrategista da equipe. “Mais do que isso, temos que considerar que a dificuldade será grande. Por exemplo, na primeira classificação nós ficamos em 7º e 8º tomando exatamente meio décimo do primeiro colocado. Isso mostra como essa prova será competitiva e imprevisível”, completou Barrichello.

Confira as dez melhores equipes do grid:

1) Car Racing Americanet, 54s654

2) Hero Motorsport, a 0s204

3) MDG Matrix, a 0s239

4) Sambaíba Centerbus, a 0s248

5) Claro Locres III, a 0s288

6) CKS, a 0s292

7) Shell Fittipaldi, a 0s307

8) Medina Motorsport, a 0s324

9) Autotrac Jaguar Racing, a 0s337

10) Autotrac Jaguar Racing, a 0s349

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