500 Milhas de Indianápolis: Dario Franchitti vence. Tony Kanaan é 3º

O escocês Dario Franchitti (Ganassi) venceu neste domingo (27/05), a 96ª edição das 500 Milhas de Indianápolis, no Indianápolis Motor Speedway, 5ª etapa da temporada. Foi a 3ª vitória de Franchitti na prova (2007, 2010 e 2012). O neozelandês Scott Dixon completou a dobradinha da Ganassi. O brasileiro Tony Kanaan (KV Racing) terminou em 3º.

Pole-position, o australiano Ryan Briscoe (Penske) e o canadense James Hinchcliffe (Andretti Autosport) se alternaram na liderança nas primeiras voltas.  Na 14ª volta, o estreante norte-americano Bryan Clauson (Sarah Fisher Hartman Racing) rodou, provocando a primeira bandeira amarela da prova.

Muito lentos (acima de 105%), os carros do francês Jean Alesi (Fan Force) e da suíça Simona de Silvestro (HVM), equipados com motor Lotus, receberam bandeira preta, com ambos parando nos pits, e abandonando, com dez voltas percorridas. O veterano francês, estreando nas 500 Milhas, ficou muito decepcionado e com vergonha, por não ter conseguido atingir a velocidade necessária para ficar na pista.

Os pilotos aproveitaram a amarela para a primeira parada nos boxes, para reabastecimento e troca de pneus. Nos pits, Franchitti levou um toque do venezuelano Ernesto Viso (KV Racing), rodou, e perdeu tempo. Os comissários da prova, não consideraram Viso culpado pelo incidente.

O norte-americano Marco Andretti (Andretti Autosport) era o líder na relargada, seguido por Hinchcliffe e Briscoe. Com bandeira verde, os pilotos começaram a entrar nos boxes na 46ª volta, para a segunda parada. O brasileiro Helio Castroneves (Penske), tri-campeão da prova, teve problemas com um dos pneus, e perdeu tempo.

Na 50ª volta, com os pilotos já tendo feito a segunda parada, Andretti mantinha a ponta. O filho de Michael Andretti permaneceu em primeiro até a terceira rodada de pits stops, novamente em bandeira amarela. Outra vez Castroneves perdeu tempo, ao quase ficar parado nos boxes, quando os três carros da Penske pararam simultaneamente.

Na 78ª volta aconteceu a segunda amarela. O britânico Mike Conway (Foyt) acertou um membro da equipe nos pits, danificando a asa dianteira no lado esquerdo. Lento na pista, o piloto perdeu aderência, e rodou. O australiano Will Power (Penske) vinha logo atrás e não teve como evitar o choque. Conway decolou, acertando com força a grade de proteção. Os dois saíram ilesos dos carros, destruídos.

Pouco depois da relargada, a brasileira Bia Figueiredo (Andretti Autosport) rodou e acertou o muro da curva dois, na 90ª volta. A terceira bandeira amarela foi agitada. Figueiredo foi rebocada para os pits, com a equipe trabalhando para devolver a piloto a pista.

Os carros foram para mais uma rodada de paradas nos boxes.  Na relargada Dixon era o líder, seguido por Franchitti.

Com metade da prova disputada Dixon manteve a ponta até entrar nos pits, na 119ª volta. O japonês Takuma Sato (Rahal Letterman Lanigan Racing) assumiu a ponta, entrando nos pits, na 123ª volta.  Com problemas na suspensão, o norte-americano Ryan Hunter-Reay (Andretti Autosport) abandonou.

Com a parada de Sato, o brasileiro Rubens Barrichello (KV Racing) estreando em ovais, liderou as voltas, 124 e 125, quando entrou nos pits. Sato retornou a primeira posição, seguido por Franchitti, Andretti e Dixon.  Na 145ª volta, reclamando de vibrações em seu Dallara DW-12 Chevrolet, Andretti foi para os boxes, trocando os pneus.

Na volta seguinte, o colombiano Sabastian Saavedra (Andretti Autosport) parou na pista, na saída do pit lane. A quarta amarela foi agitada. A maioria dos pilotos, incluindo os três primeiros (Sato, Franchitti, Dixon) foram para os boxes.  Sato manteve a ponta no retorno a pista.

Após a relargada, na 153ª volta, Franchitti passou Sato na reta oposta (assumindo a ponta pela primeira vez). Dixon superou o japonês, na primeira curva da volta seguinte. A dupla da Ganassi passou a trocar de posição nas voltas seguintes.

Na 163ª volta, o norte-americano Josef Newgarden (Sarah Fisher Hartman Racing), com problemas mecânicos, parou na grama, entre as curvas dois e três. A 5ª amarela foi acionada.

A prova recomeçou na 171ª volta, com Franchitti e Dixon voltando a trocar de posição diversas vezes. Nove voltas depois, o norte-americano Ed Carpenter (Ed Carpenter Racing), que vinha na 4ª posição, rodou e conseguiu evitar o muro. O piloto parou na pista, e começou a gesticular, pedindo ajuda para os comissários, para religar o carro. Kanaan vinha logo atrás e conseguiu evitar o choque. Sexta amarela.

Sem a necessidade de mais uma parada, para troca de pneus e reabastecimento, os pilotos permaneceram na pista. Na 187ª volta Andretti acertou o muro, com a 7ª amarela sendo agitada.

Kanaan, que havia entrado nos boxes pouco antes, assumiu a ponta. Na relargada, na 194º volta, Franchitti e Dixon ultrapassaram o brasileiro, que em seguida foi superado por Sato. Na seguinte Dixon passou o escocês, liderando as três voltas seguintes.    

Na 199ª volta, Sato se enfiou entre Dixon e Franchitti. Na volta final o japonês tentou passar Franchitti na primeira curva. O escocês não aliviou, com Sato tocando no lado esquerdo do carro nº 50, e rodando, indo direto para a barreira de proteção.

Com bandeira amarela, Franchitti venceu pela terceira vez em Indianápolis. Dixon foi o 2º, seguido por Kanaan.

Franchitti fez questão de homenagear o compatriota Dan Wheldon, vencedor da prova de 2011, e falecido em um acidente na última prova do ano, no Texas.

A Grã-Bretanha se tornou a maior vencedora da história das 500 Milhas de Indianápolis, fora os EUA, com sete vitórias. George Robson em 1946, Jim Clark em 1965, Graham Hill em 1966, Dan Wheldon em 2005 e 2011 e Dario Franchitti em 2007, 2010 e 2012.

O espanhol Oriol Servià (Dreyer&Reinbold) terminou em 4º (após largar em 27º), seguido  por Briscoe (Penske) e Hinchcliffe.

O britânico Justin Wilson (Dale Coyne), os norte-americanos Charlie Kimball (Ganassi) e Towsend Bell (Schmidt) e Castroneves fecharam os dez primeiros. Bell foi o melhor dos pilotos que só disputam as 500 Milhas na temporada. Barrichello, em 11º foi o melhor rookie da prova. Figueiredo, com dez voltas de atraso, terminou em 23º lugar.

Foram 35 trocas de liderança, entre dez pilotos, quebrando o recorde de 30, da prova de 1960.

Andretti liderou o maior número de volta, 59. Dixon foi líder em 53, Sato em 31, Franchitti em 23, Briscoe em 15, Kanaan em sete, Hinchcliffe em cinco, Kimball em três, Barrichello e o canadense Alex Tagliani (Team Barracuda) em duas.

A prova teve 2h58m51s2532 de duração, com a média de 167.734 mph.

Andretti marcou a melhor volta: 40.8771, na 59ª volta (220.172 mph).

Power lidera o campeonato com 200 pontos, 36 a mais do que Castroneves e Hinchcliffe, empatados em 2º. Dixon é o 3º com 153. Kanaan,com 113 é o 9º, Barrichello com 102  o 11º. Figueiredo com 28, é a 27ª.

A próxima etapa acontece no dia 3 de junho (próximo domingo), no GP de Detroit, em circuito de rua.

Final:

1º. Dario Franchitti (ESC/Chip Ganassi-Honda), 200 voltas
2º. Scott Dixon (NZL/Chip Ganassi-Honda), a 0s0295
3º. Tony Kanaan (BRA/KV-Chevrolet), a 0s0677
4º. Oriol Servià (ESP/Panther DDR-Chevrolet), a 2s9166
5º. Ryan Briscoe (AUS/Penske-Chevrolet), a 3s6721
6º. James Hinchcliffe (CAN/Andretti-Chevrolet), a 4s0962
7º. Justin Wilson (ING/Dale Coyne-Honda), a 4s2430
8º. Charlie Kimball (EUA/Chip Ganassi-Honda), a 4s6056
9º. Townsend Bell (EUA/Schmidt Hamilton-Honda), a 5s6168
10º. Hélio Castroneves (BRA/Penske-Chevrolet), a 7s6352
11º. Rubens Barrichello (BRA/KV-Chevrolet), a 7s9240

12º. Alex Tagliani (CAN/BHA-Honda), a 8s2543
13º. Graham Rahal (EUA/Chip Ganassi-Honda), a 8s7539
14º. J. R. Hildebrand (EUA/Panther-Chevrolet), a 11s3423
15º. James Jakes (ING/Dale Coyne-Honda), a 13s4494
16º. Simon Pagenaud (FRA/Schmidt Hamilton-Honda), a 14s1382
17º. Takuma Sato (JAP/Rahal Letterman-Honda), a 1 volta
18º. Ernesto Viso (VEN/KV-Chevrolet), a 1 volta
19º. Michel Jourdain Jr. (MEX/Rahal Letterman-Honda), a 1 volta
20º. Sébastien Bourdais (FRA/Dragon-Chevrolet), a 1 volta
21º. Ed Carpenter (EUA/Carpenter-Chevrolet), a 1 volta
22º. Katherine Legge (ING/Dragon-Chevrolet), a 1 volta
23º. Bia Figueiredo (BRA/AFS Andretti-Chevrolet), a 10 voltas

Não completaram:
Marco Andretti (EUA/Andretti-Chevrolet) – acidente 187 voltas
Josef Newgarden (EUA/Fisher Hartman-Honda) – mecânico 161 voltas
Sebastián Saavedra (COL/AFS Andretti-Chevrolet) – mecânico 143 voltas
Ryan Hunter-Reay (EUA/Andretti-Chevrolet) – mecânico 123 voltas
Will Power (AUS/Penske-Chevrolet) – acidente 79 voltas
Mike Conway (ING/A. J. Foyt-Honda) – acidente 78 voltas
Bryan Clauson (EUA/Fisher Hartman-Honda) – mecânico 46 voltas
Wade Cunningham (NZL/A. J. Foyt-Honda) – mecânico 42 voltas
Jean Alesi (FRA/Fan Force-Lotus) – bandeira preta 10 voltas
Simona de Silvestro (SUI/Fan Force-Lotus) – bandeira preta  9 voltas

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