Dakar: Paulo Pichini reúne equipe experiente para estréia no Dakar

O brasileiro Paulo Pichini estréia neste sábado no Rally Dakar, e para compensar a falta de experiência ele estará cercado de uma equipe com várias edições da prova no currículo. Ao seu lado estará o navegador Lourival Roldan, que larga para seu quinto Dakar, além do carro da equipe portuguesa Red Line, tradicional no rali europeu.

“Quando tomei a decisão de correr o Dakar queria ir com meu carro, minha equipe e meu navegador do Brasil, mas depois decidi que o único inexperiente do grupo deveria ser eu mesmo”, explicou o piloto, que participa de ralis brasileiros desde 2003. Pichini foi até o Marrocos treinar com a Mitsubishi Pajero em que irá competir, e também realizou treinos em dunas brasileiras.

“Pelo que vimos parece que a organização quer fazer uma prova tão dura quanto na África, para poder ficar mais dois, três anos aqui. Temos a expectativa de pegar muita areia e pedra, além dos rios secos, que são horríveis. Cair em um rio seco pode significar fim de prova”, disse Pichini, que esteve hoje no centro de convenções La Rural, em Buenos Aires, para as verificações obrigatórias. “Já não agüento mais esperar pela largada”, desabafou.

Para garantir o bom desempenho durante a prova Pichini terá a navegação do experiente Lourival Roldan, que conseguiu concluir as quatro edições em que participou, ao lado de Klever Kolberg. “Existe um índice de apenas cinco por cento dos estreantes conseguirem concluir a prova. Então temos o grande desafio de completar esse Dakar. Estou tentando compensar a frustração de não largar em 2008, quando eu ia correr ao lado do [João Antônio] Franciosi. Agora, voltando com o Paulo Piccini, tenho um novo desafio e uma nova perspectiva. Será bem interessante”, afirmou Roldan.

Para o navegador, uma das principais funções será a de tranqüilizar o estreante. “Espero passar minha experiência para ele, para ele ter tranqüilidade. Como aconteceu comigo quando eu estreei em 2003 junto com o Klever. O Dakar assusta pela proporção, são cinco mil quilômetros de especiais em 14 dias. No Rally dos Sertões nós fazemos um terço dessa quilometragem em especial”, comparou. “Com certeza quando ele voltar para o Brasil, para competir no Sertões, ele vai se divertir muito mais do que antes”, brincou o navegador.

Roldan acredita que a estratégia de poupar o carro será a melhor para a dupla, afim de conseguirem chegar até o fim e até progredir na classificação geral. “Ele não está aqui para brigar por posições. Como a prova é longa, se tentar ganhar posições vai desgastar o carro, já se andar mais com a razão começa a chegar inteiro todos os dias e vai ultrapassando os concorrentes nessa estratégia”, adiantou.

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