F1: Brawn teme que bom desempenho tenha validade

O BGP 001 pode esconder vários segredos. Mas há algo que a Brawn GP não esconde. A equipe já teme que seu bom desempenho tenha prazo de validade. Na madrugada de domingo, a partir das 6h, no GP da Malásia, segunda etapa do Mundial de Fórmula 1, a estreante pretende continuar desfrutando de seus minutos de fama. Porque, como equipe independente, sabe que não poderá fazer frente aos times grandes por muito tempo.

“Uma equipe pequena, com orçamento apertado, sabe o quanto vale andar bem nas primeiras corridas. É uma coisa de momento”, tem dito Rubens Barrichello desde a dobradinha de seu time na Austrália. “A gente sabe bem que os times mais fortes têm capacidade e recursos para nos alcançar”.

Para sorte da ex-Honda, as quatro primeiras provas do ano ocorrem longe da Europa, num intervalo de cinco semanas. Isso dificulta a implementação de novos pacotes, que deixariam as rivais mais próximas.

A própria Brawn, por exemplo, só conseguiu despachar para a Malásia alguns bicos reservas. “É o problema de equipe pequena. Se desse mais algumas pancadas na Austrália, ia acabar ficando sem um novo para colocar”, brincou o piloto.

Com um orçamento tão apertado, a maneira que o time encontrou para brigar de igual para igual com Ferrari, McLaren, BMW e companhia foi investir num projeto inteligente e prático, cujo principal objetivo foi evitar exageros, mas abusar de soluções inovadoras.

Um dos pontos que diferem o BGP 001 da concorrência é o fato de ele ter, em todas as áreas possíveis, o centro de gravidade o mais baixo possível, o que dá mais estabilidade ao carro. Além disso, sem o Kers, que pode chegar a quase 60 kg, Ross Brawn pode “brincar” mais com o lastro, melhorando a distribuição de peso no modelo.

Outro motivo da boa performance é o polêmico difusor, que algumas equipes afirmam estar fora do regulamento -a Corte de Apelações da FIA julgará os protestos no dia 14.

“O difusor nada mais é do que as asas que temos na parte de cima do carro, só que na parte inferior”, explicou Barrichello. “É o que mais faz um carro ganhar tempo e estabilidade”.

O difusor é só parte do complexo sistema usado pela equipe, que começa na asa dianteira, direcionando o fluxo de ar para dar mais pressão aerodinâmica, e segue pelo assoalho do carro até chegar a fendas que ajudam a melhorar esse efeito e, por fim, ao difusor.

“Estamos numa era de progressos rápidos e temos que progredir tanto quanto nossos rivais se quisermos ter esperança de vencer mais corridas neste ano”, declarou Brawn.

Autógrafos

Como na Malásia os VIPs não têm acesso ao pit lane, a sessão de autógrafos obrigatória dos pilotos foi liberada para toda a torcida. Na Austrália, na última semana , no primeiro GP em que o contato com o público foi testado, só os que tinham ingressos mais caros puderam chegar perto dos pilotos. Na Malásia, a sessão foi transferida para uma área atrás das arquibancadas onde há lojas com produtos das equipes. Segundo a FIA, em cada GP a sessão será em um local diferente, de acordo com a vontade do promotor.

Fonte: Folhapress

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