F1: Bruno Senna comemora primeiro “treino real”

Brasileiro vê HRT F1 Team mais perto das rivais na Austrália.

Mesmo sem sair à pista na segunda sessão, por causa de um problema com a pressão de combustível, Bruno Senna disse que os treinos livres da manhã no circuito de Albert Park foram efetivamente os primeiros da HRT F1 Team na temporada. “Conseguimos completar quase toda nossa programação sem que acontecesse nada de mais sério com o carro”, disse Bruno, que percorreu 24 voltas pelo traçado onde conquistou em 2006 – na Fórmula 3 local – as três primeiras vitórias da carreira e fechou em 23º lugar.

Os ensaios da tarde foram prejudicados pela chuva que comprometeu a aderência do asfalto. Já no final, quando a chuva cessou e a pista secou novamente, Bruno não conseguiu deixar os boxes. A equipe precisou fazer uma modificação no tanque para ajustar o volume de gasolina necessário à pressão ideal de combustível. Provavelmente devido ao entupimento dos filtros, os técnicos da equipe foram obrigados a se debruçar sobre o motor. “Não é nada grave, mas é um trabalho que leva tempo”, explicou Bruno, sem alternativa a não ser acompanhar o restante da prática pelos monitores.

Mesmo assim, na avaliação do brasileiro, o comportamento do F110-02 foi positivo. “Foi tudo bem, e deu até para me divertir. Mas é claro que precisamos avançar mais no acerto. Uma das prioridades é melhorar a pressão aerodinâmica, de modo a fazer com que os pneus trabalhem com mais eficiência, aumentem o grip e, por conseqüência, tragam um ganho de velocidade. Isso virá naturalmente com mais quilometragem”, observou.

Os resultados da sexta-feira mostram que a HRT F1 vai aos poucos se aproximando das demais equipes estreantes. Hoje, por exemplo, Bruno fez sua volta mais rápida em 1min33s401 e terminou a menos de seis décimos do carro da Virgin conduzido por Lucas di Grassi. A escuderia inglesa esteve presente à fase final de testes de pré-temporada na Espanha, enquanto a HRT F1 fez seu batismo de pista apenas nos treinos livres na abertura do calendário no Bahrein. “Estamos mais perto, sim, e andamos com mais combustível do que o normal. Evoluindo no acerto, a tendência é que a gente passe a brigar diretamente com eles.”

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