F1: Bruno Senna: “Furo no pneu foi último prego no caixão”

Williams ainda não sabe o que causou a perda de pressão nas voltas finais na Bélgica

A boa e combativa corrida de Bruno Senna no GP da Bélgica não mereceu a devida contrapartida na conquista de pontos. A estratégia de uma única troca de pneus, depois do início de prova com os compostos médios e a posterior substituição pelos duros, já dava sinais de que não renderia os frutos esperados nas últimas voltas e o furo no traseiro direito provocou uma segunda e não prevista parada. “Foi o último prego no nosso caixão”, resumiu o piloto da Williams. Sem tempo para recuperar as posições perdidas, Bruno completou as 44 voltas em 12º lugar.

Nem Bruno nem a Williams sabem com certeza o que causou o furo. “Quando passei o Paul di Resta, houve um choque, mas a perda de pressão não foi imediata. Então, não dá para dizer que foi o toque que provocou o problema”, reconheceu Bruno, que ao longo de grande parte da prova travou disputas acirradas com as Red Bull – inicialmente a do australiano Mark Webber e mais tarde com a do alemão Sebastian Vettel.

Bruno saiu em 17º e soube tirar proveito da confusão provocada pelo francês Romain Grosjean na largada e que, além do próprio piloto da Lotus, deixou fora da prova ainda na primeira curva a Ferrari de Fernando Alonso, a McLaren de Lewis Hamilton e a Sauber de Sergio Perez. “Larguei bem, fui por fora e freei mais tarde quando percebi que os carros à minha frente tiraram o pé por causa da batida. A pista deu uma clareada e consegui passar as duas Red Bull e a Ferrari do Felipe Massa.”

Mesmo “zerando” num dos seus circuitos favoritos e onde fez no ano passado sua primeira corrida pela Lotus, Bruno saiu de Spa-Francorchamps com a sensação de que fez tudo o que estava ao seu alcance e que o saldo de sua atuação foi positivo. “Acho que fui bem, tanto me defendendo quanto atacando e fazendo as ultrapassagens. Adotamos uma estratégia mais arriscada, decidida nesta manhã. Na China deu certo, aqui não funcionou da maneira imaginada. No início, até deu a impressão que seria possível, mas antes mesmo do problema no pneu o rendimento não era o mesmo com os pneus duros”, comentou. “Talvez a sexta-feira sem treinos, por causa da chuva, tenha feito falta em termos de maior experiência com os pneus.”

No próximo fim de semana, a Fórmula 1 voltará a ser movimentada no GP da Itália. Foi na veloz pista de Monza que Bruno alcançou no ano passado, graças ao 9º lugar, os primeiros dois pontos na categoria.

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