F1: Bruno Senna prevê três paradas no GP da Malásia

Terceiro piloto da Lotus Renault GP não acredita em nova façanha da Sauber

A surpreendente corrida do estreante mexicano Sérgio Perez, que conseguiu completar o Grande Prêmio da Austrália com apenas uma parada para troca de pneus, foi um fenômeno pontual que não deve ser repetido na próxima escala da Fórmula 1 – o GP da Malásia. “Ninguém imaginava que aquilo fosse possível, mas as circunstâncias em Sepang deverão ser outras. Estamos trabalhando com a perspectiva de todos fazerem três pit stops”, comentou Bruno Senna, piloto reserva da Lotus Renault GP.

Bruno seguirá para a Ásia na segunda-feira levando algumas convicções na bagagem. Uma delas é que o forte calor característico da Malásia deverá elevar sobremaneira o desgaste dos pneus, o que não ocorreu em Melbourne por causa das temperaturas amenas registradas ao longo de todo o fim de semana e pelas características do asfalto. “Só fez um solzinho no domingo, mas a corrida foi do meio da tarde para frente. E a pista de Melbourne não gera muita energia para os pneus, como todos já sabiam. Muita gente teve mesmo dificuldade para aquecê-los”, explicou.

Outra tendência da prova, na visão do piloto brasileiro, será a dificuldade que as equipes pequenas terão para garantir vaga no grid com a obrigatoriedade de tempo máximo 7% pior que a marca do mais rápido na primeira das três tomadas classificatórias. Na Austrália, a Hispania fracassou na tentativa e não pôde alinhar no grid. Bruno teme que o “facão” agora ameace também Virgin e Lotus. “Vai depender em grande parte do ritmo que os mais velozes impuserem no Q1. Em Melbourne, com pneus duros, o Vettel foi conservador. Poderia ter virado mais rápido. Se for esse o caso em Sepang, acredito que as novatas vão sofrer”, disse.

Bruno afirmou que a largada da Lotus Renault GP foi encorajadora, mas ainda não é possível bancar que a equipe seja a terceira força da Fórmula 1. “McLaren e Ferrari estão melhores. Nossa realidade está um pouco abaixo disso. Na Austrália, tivemos a felicidade de juntar tudo de positivo no terceiro lugar do Petrov, graças à boa performance do carro, dos pneus e de uma estratégia agressiva. E o Petrov foi muito bem durante todo o tempo.”

A má notícia para quem está correndo atrás do campeão de 2010 é que a excelente forma de Sebastian Vettel na Austrália deve ser vista novamente na Malásia, na opinião do piloto brasileiro. “A Red Bull tem tudo para continuar na frente, talvez um pouco ameaçada pela McLaren. Estas deverão ser as equipes mais rápidas, Ferrari vindo a seguir. A aerodinâmica fará muita diferença em Sepang e, neste aspecto, a Red Bull está acima das demais”, concluiu Bruno.

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