F1: Com risco de ficar fora da Fórmula 1, Bruno Senna vive “pesadelo” mais uma vez

No final de 2008, Bruno Senna estava apalavrado com a Honda, do chefe Nick Fry, para ser companheiro de Jenson Button na temporada seguinte da Fórmula 1, com o carro que, mais tarde, surpreenderia o mundo e conquistaria o Mundial. Porém, depois de a empresa japonesa decidir abandonar a categoria, a equipe foi “herdada” por Ross Brawn, que preferiu contar com o experiente Rubens Barrichello, adiando a esperada volta do sobrenome Senna à categoria.

Depois de passar 2009 fazendo algumas provas da Le Mans Series e cavando seu “retorno”, Bruno foi confirmado como piloto da Campos Meta, uma das novas equipes que, teoricamente, estrearão este ano. Depois de chegar ainda mais perto da Fórmula 1 do que esteve no fim de 2008, o piloto vive o mesmo “pesadelo” mais uma vez.
O time de Adrián Campos enfrenta grave problema financeiro e corre risco de perder sua vaga, o que deixaria Bruno “a pé” novamente. Mesmo com a força do sobrenome Senna, a primeira equipe espanhola da Fórmula 1 não conseguiu atrair grandes patrocinadores e sofre para pagar as parcelas que deve à Dallara, empresa responsável pela construção de seus carros.
Campos esperava resolver o problema esta semana, e a empresa italiana lhe deu prazo até a última quarta-feira para acertar os vencimentos atrasados. A melhor opção seria a venda de parte da equipe para Tony Teixeira, ex-dono da A1 GP, empresário com fama de deixar dívidas por onde passa. Porém, nada foi noticiado até agora sobre o assunto e o próprio Bruno aguarda por uma solução.
O brasileiro, inclusive, já teria alternativas caso a Campos perca sua vaga: especula-se que ele poderia ser piloto de testes, ou até titular na Stefan GP, equipe sérvia que adquiriu o espólio da Toyota e se diz pronta para estrear no GP do Bahrein, dia 14 de março, caso alguma das novas equipes não seja capaz de alinhar no grid da primeira etapa do ano.
Porém, a Stefan foi uma das reprovadas no “vestibular” de Bernie Ecclestone para entrar na F-1 e, mesmo alegando estar pronta para ir para a pista, não tem vaga garantida, mesmo que a Campos deixe de correr. “Se uma [equipe] não conseguir correr, não é garantido que outra entrará. Esta decisão é da FIA”, declarou esta semana Jean Todt, presidente da FIA.
Mesmo assim, o time do lobbysta de armamentos sérvio Zoran Stefanovic já marcou testes no circuito português de Algarve para o fim do mês, disse que vai mandar equipamentos para o Bahrein e anunciou parceria com a Dallara para desenvolver seu carro durante a temporada, já que a maior parte dos técnicos que trabalharam com a Toyota no ano passado foi para outras equipes.
Mas não é só a equipe de Bruno Senna que sofre pressão da Stefan GP e corre o risco ficar fora da Fórmula 1. Outra das novatas que assumiu ter problemas financeiros, a USF1 continua sendo a maior incógnita do grid. Apesar de ser praticamente desconhecido no automobilismo, o time norte-americano foi aprovado por Ecclestone para estrear em 2010. A aprovação da USF1 recebeu muitas críticas, por ter impedido a chegada de equipes tradicionais no esporte a motor.
No entanto, a única certeza sobre a USF1 é que seu primeiro piloto é o argentino José Maria López. Do carro, nada se sabe até o momento. A equipe chegou a divulgar um vídeo mostrando o trabalho em sua fábrica em Charlotte, nos EUA, para provar que existe um carro sendo construído para a Fórmula 1. Porém, tudo indica que o time também não conseguirá alinhar no Bahrein.
Contradição na FIA
Presidente da FIA, Jean Todt confirmou recentemente que o Pacto de Concórdia permite que uma equipe se ausente de até três corridas na temporada sem perder sua vaga no grid, o que seria uma grande ajuda para a Campos e a USF1, que poderiam esperar até o GP da China para resolver seus problemas.
Mas, em nota publicada na última quarta-feira, a entidade procurou esclarecer o assunto. Ao contrário do que falou Todt, o texto revelou que não será permitido a uma equipe “faltar” uma corrida.
“A FIA gostaria de fazer um esclarecimento: Do ponto de vista esportivo do regulamento, as equipes inscritas na competição são obrigadas a participar de todas as corridas da temporada. Qualquer ausência, mesmo que em apenas uma prova, se configuraria em uma infração no Pacto de Concórdia e no regulamento da FIA”, declarou a entidade máxima do automobilismo.
Fonte: UOL

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