F1: Ecclestone ‘Mosley será presidente até morrer’

Apesar de ser amigo de Max Mosley, Bernie Ecclestone segue sem engolir a permanência do primeiro no comando da Federação Internacional do Automobilismo (FIA), o que foi ratificado em assembléia extraordinária da entidade na última terça-feira. De acordo com o chefão da Fórmula 1, a pressão sobre Mosley é muito grande para ele querer manter intacta sua posição à frente da FIA.

Desde que se deixou fotografar pelo tablóide inglês News of the World em uma orgia com cinco prostitutas tema nazista no fim do mês de março, o britânico vem assistindo a um grande número de vozes no mundo dos esportes a motor pedir a sua renúncia. No entanto, o dirigente segue intransigente, o que irrita Ecclestone.


Entrevistado pelo jornal inglês The Independent, o mandatário da Fórmula 1 garantiu que a vitória de Mosley na votação secreta da entidade não surpreendeu. “Eu sabia que ele iria vencer, não havia possibilidade de derrota. Mais ainda não acho que isso seja bom para a FIA, para ser honesto. Ele disse que se despediria no fim de 2007, e agora no fim deste ano, antes de tudo isso acontecer”.


Para Ecclestone, a permanência do dirigente no cargo é insustentável. “Estou em uma situação difícil, porque eu represento o grupo de companhias da Fórmula 1, e as equipes e as montadoras estão violentamente contra ele”, disse, citando ainda um episódio ocorrido na última etapa do calendário. “O que destaca o problema é o que aconteceu em Mônaco, onde o Príncipe Albert deixou claro que não queria Max no grid”.


Finalizando, o mandatário da categoria máxima do automobilismo ainda cravou que Mosley pretende ficar no poder pelo máximo de tempo possível. “Sempre disse que Max será o presidente até que ele morra. O que muita gente não entende é que ele adora contestação. Ele gosta de discussão, essas coisas o estimulam”.


Fonte: Gazeta Press

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