F1: Ferrari já busca responsáveis por eventual perda do título

A combinação entre a perfeição da Mercedes, como um todo, piloto e equipe, com a menor eficiência da Ferrari, também globalmente, levou Lewis Hamilton a precisar de apenas oito pontos a mais de Sebastian Vettel dia 21, na próxima etapa do campeonato, o GP dos Estados Unidos, para definir a conquista do título, o quinto da brilhante carreira.

A vitória de Hamilton neste domingo em Suzuka, no Japão, e a somente sexta colocação de Vettel, apressou o primeiro match point da temporada. Se o piloto inglês vencer no Circuito das Américas, em Austin, por exemplo, algo bem possível, pois ganhou seis das últimas sete corridas, e Vettel não for segundo já será suficiente para celebrar a vitória no mundial.

Essa supereficiência da associação Mercedes-Hamilton fez com que o piloto somasse nos últimos sete GPs 168 pontos, dos 175 possíveis, ou 96,0%, enquanto Vettel, 93 pontos, ou 54,85%. No ano todo até agora, 17 provas realizadas, não é também desproporcionalmente diferente: Hamilton tem 331 pontos, dos 425 possíveis, ou 77,88%, e Vettel, 264, ou 62,11%.

Os italianos tinham grande esperança de ver a Ferrari campeã este ano. Quando a Fórmula 1 chegou na Alemanha, em Hockenheim, ao lado de onde nasceu Vettel, para a 11ª etapa do calendário, dia 22 de julho, o piloto alemão liderava o campeonato, 171 pontos. Hamilton havia somado 163. Entre os construtores, a Ferrari da mesma forma estava em primeiro, 287 pontos, com a Mercedes em segundo, 267.

O erro de Vettel enquanto administrava boa vantagem na liderança da corrida e a inesperada vitória de Hamilton, pois largara em 14º, levaram o inglês a assumir o primeiro lugar na classificação, com 188 pontos, diante dos mesmos 171 de Vettel. A Mercedes também passou a liderar, 310 a 302. A partir daí, com exceção do GP da Bélgica, 13º, dia 26 de agosto, em que Vettel venceu e Hamilton ficou em segundo, em nenhuma prova o piloto da Ferrari somou mais pontos que o adversário.

O mais interessante nessa história é que no evento disputado no Circuito Spa-Francorchamps, a maior velocidade do modelo SF71H da Ferrari, em relação ao W09 da Mercedes, motivou Hamilton a fazer contas, verificar, em conversa com a imprensa, em que etapas poderia pensar em receber a bandeirada na frente de Vettel. Chegou a falar em algo estranho no carro italiano, em especial sua repentina maior potência, “mais visível nas acelerações”.

Fonte: Globo Esporte

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