F1: Lauda critica fase atual da F1: “São jovens apertando botões no volante”

Tricampeão mundial de Fórmula 1, o austríaco Niki Lauda acredita que a categoria máxima do automobilismo está se tornando um esporte “artificial”. São muitas regras para deixar a prova mais justa e diminuir o potencial de acidentes, o que é favorável à segurança dos pilotos, mas poda a emoção e autenticidade das corridas.

“Há muito controle, muitas regras e poucos personagens. Quando eu mudei da Fórmula 2 para a Fórmula 1, borrei as calças. A F1 deveria ser sobre homens reais dirigindo, não jovens que apenas apertam botões no volante”, avaliou o presidente não-executivo da Mercedes.

Para o dirigente da equipe alemã, a competição deveria voltar a ter “carros difíceis de dirigir” para que um dos pré-requisitos seja, necessariamente, a habilidade de condução dos pilotos.

Apenas pilotos com as melhores habilidades de direção, e eu enfatizo essas habilidades, podem estar na Fórmula 1. Não podemos voltar no tempo, mas um piloto deve voltar a ter o carro em suas mãos, não dirigir como agora, apenas apertando botões. Os limites mais altos e o fator de risco foram perdidos”, acrescentou.

Lauda não é o único a rasgar críticas ao formado “regrado” da mais importante competição automobilística. Na semana passada, o finlandês Kimi Raikkonen clamou por corridas mais “perigosas”, que resgatassem o antigo nível da F1.

“A Fórmula 1 deveria trabalhar no sentido de criar algo mais emocionante nas pistas, onde as pessoas pudessem apreciar mais a velocidade dos carros e pilotos, de modo a tornar as provas mais perigosas. Isso faz parte do jogo. É claro que não quero ver ninguém ferido, mas temos de tornar as corridas mais arriscadas”, disse o membro da Ferrari em entrevista ao ex-piloto Jean Alesi no Canal+.

Assim como Raikkonen, Lauda também não quer que a segurança dos circuitos seja comprometida, mas acredita que a organização deveria incentivar fatores que deixem a disputa mais ousada e real, dando mais trabalho aos corredores. Seguindo essa linha, Lauda se mostrou favorável ao aumento da velocidade dos carros em cinco ou seis segundos até 2017.

“Não seria perigoso, seria mais arriscado. Não estou dizendo que nós devemos negligenciar a segurança, mas se os carros fossem mais rápidos, então a emoção para os pilotos e espectadores iria automaticamente aumentar. Nesse sentido, temos que voltar atrás. Mas qualquer tipo de manipulação é a pior coisa que você pode fazer com um esporte, então elementos artificiais como adicionar peso aos carros, como Bernie Ecclestone propôs, não devem acontecer”, completou.

Fonte: GazetaEsportiva.Net

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