F1: Michelin quer convencer Ecclestone para vencer Pirelli e voltar à F1

A fabricante de pneus Michelin segue esperançosa para voltar a ser a fornecedora exclusiva da Fórmula 1. O diretor da empresa francesa, Pascal Couasnon, quer conquistar o britânico Bernie Ecclestone, detentor dos direitos comerciais da categoria, para retomar a parceria, que teve seu último ano em 2006.

Para reassumir o posto de fornecedora dos compostos para a F1, a Michelin terá de vencer a concorrência da atual provedora, a Pirelli. As duas fabricantes têm até o dia 17 de julho para apresentarem suas propostas à Federação Internacional de Automobilismo (FIA). Caso ambos os projetos sejam aprovados, a briga pelo contrato de 2017 a 2019 será decidida pelo chefe da categoria, Bernie Ecclestone.

“Haverá um debate muito aberto e honesto e nós diremos a ele ‘aqui está a razão do por que merecemos estar na F1”, disse Couasnon ao site britânico Autosport. “Os pilotos têm expressado o desejo por um novo desafio, por isso vamos colocar nossos fatos sobre a mesa, e até o final do dia Bernie decidirá e nós respeitaremos a sua decisão”, acrescentou.

Em entrevista ao Autosport, realizada no mês de maio, Ecclestone foi crítico à candidatura da Michelin e ressaltou a dificuldade que Couasnon teria para convencê-lo.

“É sempre difícil interpretar o que foi dito anteriormente. O importante para nós é fazer nosso trabalho. Sabemos o que pudemos fazer na Fórmula E e em esportes a motor. É com esses fatos que queremos negociar e ter uma boa conversa”, declarou o diretor da Michelin.

Pascal Couasnon, no entando, garantiu que a fabricante francesa não entrará em uma guerra de ofertas contra a concorrente italiana pelo contrato. A Pirelli contribui na categoria com uma grande quantidade de verba através de publicidade.

“Nós não faremos coisas que não fazem sentido para nós. Iremos com uma proposta e com certeza será debatida. Sabemos que estamos prontos para colocá-la sobre a mesa, e se (Ecclestone) não gostar, então acabou, e se estiver dentro do que for razoável para nós, então isso estará em nossas mãos”, encerrou Couasnon.

Fonte: GazetaEsportiva.Net

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