F1: Montadoras alemãs protestam contra novas regras da FIA para pilotos de F1

As montadoras Audi, BMW e Mercedes-Benz, participantes da DTM – a Deutsche Tourenwagen Masters, categoria de corrida de carros de turismo na Alemanha – estão pressionando a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para que a categoria não seja excluída da lista de itens que qualificam um piloto de Fórmula 1.

Na tentativa de estabelecer critérios mais rígidos para as licenças de F1, a entidade anunciou no dia 6 de janeiro deste ano as novas regras para obtenção da superlicença, exigida aos que desejam participar da principal categoria de automobilismo do mundo. Com a mudança, foi criado um sistema no qual os pilotos devem somar pontos desde as categorias juniores.

De acordo com a imprensa britânica, as três montadoras escreveram um requerimento à FIA pedindo por uma nova análise do sistema, que exclui a categoria alemã – considerada competitiva e anteriormente responsável pelo desenvolvimento de pilotos que almejavam a F1.

Dentre as três montadoras, a principal prejudicada com a nova superlicença é a Mercedes, que viu o seu piloto reserva da F1, Pascal Wehrlein, se tornar inapto para a categoria em 2016 sob o novo critério.

A indignação com as novas regras tem sido comum mesmo fora do trio participante da DTM. A pilota de testes da britânica Williams, Susie Wolff, declarou na última semana que vê o caso de Wehrlein como motivo suficiente para que a FIA repense sua decisão.

“Não pode ser assim. O Pascal (Wehrlein) está em um patamar diferente, é um piloto que pode estourar a qualquer momento. Ele é um profissional que não pode ter seu futuro limitado dessa forma, não podemos desperdiçar isso. Precisamos ter em mente que o tempo de carreira pilotando na Fórmula 1 é muito valioso justamente por ser limitado. Então cada quilômetro percorrido lhe dá vantagem como piloto, além da experiência. Isso não pode ser ignorado”, indignou-se Wolff, em entrevista ao site Autosport.com.

Entenda as novas regras – A FIA definiu as seguintes exigências aos pilotos de Fórmula 1: acúmulo de 40 pontos ao longo de três anos; pelo menos dois anos disputados em outras categorias automobilísticas; aprovação no teste de regras esportivas da F1; 300 quilômetros completados em testes de um carro da categoria; e, é claro, uma carteira de motorista válida.

Além disso, a partir de 2016, os pilotos deverão ter ao menos 18 anos de idade para competirem na Fórmula 1 – em 2015, por exemplo, o piloto holandês Max Verstappen fará a sua estreia na categoria com apenas 17 anos, pela escuderia Toro Rosso.

Já o sistema de pontuação para alcançar a F1 terá a seguinte hierarquia: a Fórmula 2, que atualmente não é realizada, dará direito a 60 pontos; a GP2, 50 pontos; por fim, com 40 pontos cada, estão a Fórmula 3 Europeia, a Fórmula Indy, o Campeonato Mundial de Endurance e a classe LMP1 do WEC.

Além das três alemãs, a Renault também demonstrou insatisfação com a nova superlicença. Ainda em janeiro, a montadora francesa reclamou do fato de que suas duas categorias juniores, a Fórmula Renault 3.5 e 2.0, foram avaliadas como inferiores às fracas Fórmula 3 e Fórmula 4 – respectivamente–, ambas organizadas pela própria FIA.

Fonte: GazetaEsportiva.Net

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