F1: Nelsinho Piquet fica em 15º nos treinos livres para o GP da Hungria

Fora da pista, brasileiro se pronunciou sobre críticas que recebeu do chefe-de-equipe Flávio Briatore.

Os treinos livres para o GP da Hungria de Fórmula 1, disputados nesta sexta-feira, no circuito batizado de Hungaroring, próximo à Budapeste, foram marcados por um grande equilíbrio. Na soma das duas sessões, 18 carros ficaram separados por apenas um segundo, nesta que é uma das pistas mais complicadas da temporada da F1. O brasileiro Nelsinho Piquet encerrou o segundo treino livre do dia com a 15ª melhor marca, 134 milésimos de segundo atrás do companheiro de equipe Fernando Alonso, que foi o 12º colocado. “Não está fácil acertar o carro aqui, porque a pista tem um pouco as características de um circuito de rua. É suja e ondulada e tem um monte de curvas de baixa”, comentou Nelsinho. “Mesmo assim, deu para perceber que definitivamente o novo pacote de atualizações é mais rápido, especialmente se conseguirmos achar o acerto ideal para o novo sistema de amortecedores”, declarou Nelsinho Piquet, que no primeiro treino do dia enfrentou problemas com a caixa de câmbio do R29. “Estou estudando junto com os engenheiros o que a gente pode fazer para melhorar um pouco mais o carro. Cada décimo será muito importante aqui porque está todo mundo muito junto. Foi importante ter ficado próximo ao Alonso e amanhã teremos um carro melhor”, resumiu o brasileiro. A McLaren dominou ambas as sessões desta sexta-feira, sendo que na segunda delas a equipe inglesa marcou os dois melhores tempos do treinos, com Lewis Hamilton (1min22s079) em primeiro e Heikki Kovalainen (1min22s126) na segunda posição.

 

Fora da pista, a sexta-feira no circuito de Hungaroring foi marcada por uma entrevista concedida pelo chefe-de-equipe da ING Renault, Flávio Briatore, a profissionais da mídia brasileira, no circuito húngaro. Nelsinho rebateu às criticas que recebeu do dirigente italiano. “Eu nunca me esquivei de assumir quando não classifiquei bem. Só que as coisas que acontecem precisam ser ditas. Quando os carros são diferentes ou você testa muito menos, isso precisa ser dito. Não é uma questão de desculpa, é a realidade”, destacou Nelsinho. “Acontece que, como um empresário, ele (Briatore) não tem a noção exata do que é ter um carro três décimos mais lento. Com a proximidade que as equipes andam esse ano, ter um carro três décimos mais lento pode representar você largar oito ou nove posições atrás. E isso destrói a sua corrida”, enfatizou. “Por isso, acho que ele põe pressão na hora errada e cobra na hora errada. Flávio (Briatore) assinou para ser o meu manager, mas às vezes é difícil entender qual o real objetivo dele”, concluiu Nelsinho.

 

Sobre o futuro, Nelsinho preferiu afirmar que se concentra em seu trabalho na prova deste final de semana. “Eu não quero mais me envolver nestas negociações com o Flávio. Isso está sendo conduzido pelo meu pai”, afirmou Nelsinho, referindo-se ao tricampeão mundial Nelson Piquet, que o representa nas negociações com a equipe ING Renault. 

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