F1: Prost ‘Mosley não deve ser julgado por escândalo’

Tetracampeão da Fórmula 1, o francês Alain Prost defendeu nesta segunda-feira uma posição mais racional quanto ao escândalo sexual do presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), Max Mosley. Para o ex-piloto, o dirigente deve ser julgado apenas pela sua atuação no esporte.

“É claro que tem a coisa privada, mas o que todos dizem é verdade: você não pode julgar muito o que é privado. Por outro lado, tem o esporte e o efeito que causará nele. Não pode ser bom, mas é muito ruim? Ou é algo privado e não deveríamos intervir”, questionou Prost, em entrevista ao site da revista Autosport.


O conselho da entidade máxima do automobilismo mundial se reunirá em Paris, no dia 3 de junho, para decidir o futuro de Mosley, que foi duramente criticado após a divulgação de um vídeo em que ele participava de uma espécie de orgia sadomasoquista.


“Ele (Mosley) tem muitos amigos e também muitos inimigos, mas isto não avaliado como um assunto particular. Acredito que apenas as pessoas envolvidas – construtores e políticos – podem decidir, porque há muitas decisões importantes a serem tomadas no esportes e Max é uma pessoa fundamental”, explicou.


“Se você não consegue conversar ou ter um relacionamento com ele, por causa do escândalo, para tomar decisões técnicas sobre o futuro, então isto se torna um problema”, completou o ex-piloto francês.


Mosley alegou não ter feito nada errado e pretende se manter no cargo, além de processar o jornal que publicou o escândalo sexual. Mesmo com a oposição de equipes como Honda, Toyota e BMW, o dirigente quer cumprir seu mandato até o final de 2009.


Fonte: Terra

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