F1: Razia completa dia de testes com a Virgin

Em Abu Dhabi, piloto completou mais de 70 voltas, realizando trabalhos específicos para o time: “A sensação de entrar num F-1 e guiar pela primeira vez é muito emocionante”

O grande dia chegou. Depois de uma longa temporada de espera, Luiz Razia finalmente pôde sentir o gostinho de pilotar um carro de F-1. O mais novo brasileiro a ter este privilégio completou 70 voltas nesta quarta-feira em Abu Dhabi, palco do segundo e último dia de testes coletivos da categoria.

O baiano de 21 anos fez bonito: não cometeu erros, avaliou partes do carro em desenvolvimento, passou um bom feedback aos engenheiros e completou sua melhor volta em 1min43s525, ficando apenas 0s007 abaixo do melhor tempo da Virgin nesta pista, registrada pelo belga Jérome D’Ambrosio no dia anterior.

“Foi muito bom. Os pilotos reclamam muito do carro e a gente viu que ele é realmente lento, ficando bem atrás dos mais velozes. A sensação de entrar num F-1 e guiar pela primeira vez é muito emocionante. É bem mais rápido que o GP2, não tem comparação. É quase sete segundos mais rápido”, destaca.

“Fiquei contente com o que a gente fez. Testamos muita coisa para o ano que vem, diferentes acertos de carro e fiquei feliz. A pista estava um pouco melhor que na classificação. E foi complicado pela primeira vez mexer nos botões do volante, não estava acostumado”, conta Razia, que teve como experiência anterior algumas voltas com velocidade limitada e pneus de demonstração para uma filmagem promocional.

“A diferença para o melhor tempo com este carro foi mínima. Ainda mais levando em conta que ele [D’Ambrosio] já conhecia o carro das outras etapas. Por isso, posso considerar este primeiro contato muito bom. Ter virado abaixo do tempo da classificação e igual a um piloto que já andou neste carro é ótimo.”

Razia estabeleceu como objetivo principal passar a melhor base de informações possível para a equipe, e acredita que cumpriu bem sua função: “Tinha um engenheiro novo trabalhando comigo e com o engenheiro principal, também pegando experiência. No fim do dia, todos ficaram felizes com o que a gente conseguiu. Consegui passar um bom feedback para o que eles testaram, eram informações certas, e foi positivo. Além disso, o carro deu 70 voltas, fato que nunca conseguimos durante a temporada”

“Consegui mostrar pra minha equipe que tenho capacidade de fazer um bom trabalho. Para as outras equipes é difícil ver, pois o carro não é veloz. Mas todo mundo olha, todo mundo vê. Aconteceram muitas comparações e fui muito constante. Mas quem realmente interessa observou”, ressalta Razia, que destacou o momento mais especial de seu primeiro dia de testes.

“Foi quando saí pela primeira vez e dei as primeiras seis voltas. Foi quando vi o quanto um F-1 é rápido e complicado. O motor também tem bastante potência. É bastante complicado. As pessoas não imaginam o quanto é difícil testar e levar o carro para o limite com numerosas funções e acertos que a gente tem de fazer. Eram coisas que me preparei pra fazer e tive que acertar.”

Por fim, Razia prefere aguardar para falar sobre o futuro: “Vamos esperar até o Natal. Por enquanto, quero assistir os treinos da Pirelli para ver o comportamento dos pneus e ver como a equipe vai reagir.”

Luiz Razia treina com apoio da Coralis

O brasileiro Luiz Razia terá um incentivo extra para a última rodada da GP2 e o tão sonhado teste com o carro da equipe Virgin de F-1 em Abu Dhabi. O piloto baiano concluiu um acordo de patrocínio com a Coralis, empresa líder em soluções para gerenciamento de cores. “Estou muito feliz em apresentar a Coralis para o mundo do automobilismo, uma marca que já é solida no Brasil e que tem como objetivo crescer no mundo inteiro”, destaca.

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