F1: Red Bull admite problemas com o Kers e deve correr sem o sistema na China

Se a vantagem da Red Bull para as equipes adversárias já não foi tão grande no GP da Malásia, no último fim de semana, ela pode diminuir na corrida da China, no próximo domingo.

Ainda sofrendo com problemas de confiabilidade, o time acredita que não poderá usar o Kers em Xangai, na terceira etapa do Mundial. Com menos de uma semana entre as provas, a Red Bull terá pouco tempo para trabalhar nas falhas do sistema.

Na corrida da Austrália, a equipe dominou mesmo sem usar o dispositivo que armazena a energia das freadas e a transforma em potência.

Mas o que no início as outras equipes imaginaram ser esnobismo da Red Bull por não usar o Kers e estar tão na frente mostrou-se na verdade uma fraqueza da escuderia.

Para Sepang, onde o sistema faz muito mais diferença por ser um circuito menos travado que o de Melbourne, por exemplo, o time se desdobrou para conseguir aprontar o Kers a tempo.

Apontado pelo vencedor da prova, Sebastian Vettel, como fundamental não só para a conquista da pole como do triunfo, ele mostrou ainda ter muitos problemas.

No carro do alemão, funcionou na largada e em certos momentos da corrida. A Red Bull informava Vettel, pelo rádio, quando era seguro utilizar o sistema. No carro de Mark Webber, o Kers não funcionou em momento algum. Foi justamente esse um dos motivos para a péssima largada do australiano na corrida de domingo – estima-se que o sistema gere um ganho de três décimos a cada volta.

“Quando apertei o botão do Kers, assim que as luzes apagaram, nada aconteceu e eu fui engolido [pelos outros pilotos]”, disse Webber, que largou em terceiro. “Acabei a primeira volta em décimo.”

Na China, assim como na Malásia, o Kers será de extrema importância pelas características do traçado chinês.

“Ainda engatinhamos no desenvolvimento do nosso sistema”, afirmou Adrian Newey, projetista da Red Bull. “Não somos um time de montadora, estamos tendo de desenvolver nós mesmos o Kers, o que nunca foi uma de nossas áreas de atuação.”

Em 2009, quando o sistema foi usado na F-1 pela primeira vez, a Red Bull preferiu não investir recursos em seu desenvolvimento. Abolido em 2010, voltou ao regulamento nesta temporada.

Equipes como Ferrari e McLaren, que naquela época investiram pesado para desenvolver o sistema, agora estão colhendo os frutos.

“Estou muito satisfeito que nosso Kers tenha funcionado sem falhas durante os duas primeiras corridas do ano”, festejou Martin Whitmarsh, chefe da McLaren.

Fonte: UOL

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