F1: Renault terá carro completamente diferente para 2019

As mudanças em carros de Fórmula 1 de uma temporada para outra dependem de cada equipe e da necessidade de uma grande melhoria ou mais de ajustes. A Renault pretende mudar de patamar no atual cenário da categoria e revelou que vai fazer mudanças drásticas no carro que é conhecido pelo público para 2019. A equipe francesa lançará seu carro dia 12 de fevereiro.

Marcin Budkoswki, diretor da equipe, disse que o desenho deve ser completamente novo, já que novas regras aerodinâmicas foram impostas pela FIA. “É sempre desafiador ter um carro de milhares e milhares de peças, sendo que a única coisa que carregaremos do ano passado é a direção assistida. Isso dá uma ideia de que todo o restante [do carro] está mudando, e muda porque estamos tentando espremer toda a performance do carro em todas as áreas. É um grande esforço fazer tudo do zero, além das novas regras, mas é uma meta de performance. Para quanto mais tarde você deixar, mais performance você vai ter, mas fica mais estressante fazer tudo a tempo.”

Sobre o prazo do primeiro teste, o diretor falou que não é fácil fazer tudo dentro do cronograma, mas que vai dar tempo. “É apertado. Muito apertado. Mas é sempre apertado. E, se não fosse apertado, seria errado, porque, por definição, você deixa tudo para o mais tarde possível para tentar obter o máximo de performance que puder antes de se comprometer a fabricar as peças e colocá-las no carro. Nós deixamos para depois, mas tomara que tenha sido pelas razões corretas em termos de performance e teremos um carro a tempo para o primeiro teste e para o lançamento. É assim que deve ser.”

Budkoswki mostrou confiança no trabalho que será apresentado, apesar de ainda faltar alguns ajustes. “Estamos muito otimistas com o lado do motor, mas o lado do motor é como o lado do chassi. Ele nunca acaba até que você determina o motor que irá para a primeira corrida. Está muito promissor em termos de performance, mas ainda temos que colocar os pingos nos is em termos de confiabilidade e durabilidade, o que estamos fazendo agora.”

Fonte: Gazeta Esportiva

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