F1: Revista revela a contabilidade da categoria

Pesquisa realizada pela revista F1 Racing revela que categoria esbanja perto de R$ 6 bilhões por ano.

A edição que chegou às bancas da revista F1 Racing, publicada em português, traz uma matéria reveladora sobre a contabilidade da Fórmula 1. Segundo uma pesquisa realizada com exclusividade pela publicação, que é editada em mais de 20 países, a soma do investimento anual das equipes em 2006 beirou a cifra de R$ 6 bilhões.

O maior desembolso coube aos motores: “Estima-se que a Honda gastou mais de R$ 500 milhões com seu programa (só de motores)”, diz o texto. “Toyota, McLaren e Ferrari não gastaram muito menos”, continua a matéria. Mostrando os contrastes da categoria, o texto ainda revela que a Cosworth “produziu um V8 de primeira linha com ‘apenas’ R$ 35 milhões”.

Tomando por base um orçamento de equipe de ponta, a matéria revela que os motores alcançaram em 2006 uma média de R$ 400 milhões de investimentos. O segundo item mais caro é a pesquisa com aerodinâmica, que sairia por volta de R$ 70 milhões. Devido a essa diferença, o custo com motores foi considerado desproporcional, e assim a revista deu seu apoio ao atual regulamento que ‘congela’ o desenvolvimento de motores. Um item inesperado na lista dos mais custosos é a despesa com procura de patrocínio, que abocanhou R$ 30 milhões no ano passado, em média, nas grandes equipes.

O texto traz ainda uma tabela na qual compara a eficiência com que cada equipe aplicou seu orçamento no ano passado, usando uma relação entre investimento e ponto conquistado no campeonato. A Toyota, que aparentemente tem o maior orçamento da Fórmula 1, levou a pior na comparação ao consumir R$ 22,92 milhões para cada ponto obtido. Já a campeã Renault apresentou a melhor relação custo-benefício em 2006, com R$ 3,14 milhões por ponto no campeonato. O leitor conhecerá também qual a relação de forças entre as equipes levando-se em conta a capacidade de investimento – uma comparação que, na pista, nem sempre favorece a maior conta bancária. Uma prova foi a Renault, dona apenas do sexto maior orçamento de 2006, ficando atrás até mesmo de times bem menos expressivos em termos de resultados no ano passado, como BMW e Honda.

A edição brasileira de Fórmula 1 Racing está nas bancas com o preço de R$ 9,90.

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