F1: Trocas de motores derrubam Ferrari e Barrichello no grid da Malásia

Os motores foram a grande dor de cabeça para a Ferrari e para Rubens Barrichello nos treinos deste sábado para o GP da Malásia, a segunda etapa da temporada 2006 da F-1. Com problemas, Michael Schumacher, Felipe Massa (duas vezes) e o piloto da Honda foram obrigados a trocar os propulsores de seus carros, sendo punidos com a perda de 10 posições no grid de largada.

“Decidimos trocar os motores. Encontramos algo que poderia causar um problema na corrida de amanhã e achamos que seria melhor não arriscarmos”, disse um porta-voz da escuderia italiana.

A pior situação é a de Massa, que já havia trocado o motor de sua Ferrari antes do treino de sexta-feira e, por isso, perdido dez posições. Neste sábado, a equipe realizou outra troca de propulsor, fazendo o brasileiro perder mais dez posições e começar a corrida em 22º e último lugar.

“Obviamente, estou muito desapontado porque estou convencido de que tinha potencial para competir com os primeiros”, declarou Massa ao site da revista inglesa “Autosport”. Sem chances de obter uma melhor colocação, ele optou por competir apenas na primeira sessão do treino oficial, preparando o carro para o domingo.

“Escolhemos fazer apenas a primeira parte da sessão porque assim poderemos começar a corrida com a quantidade de combustível que quisermos, além de poupar os jogos de pneus e o motor novos para a prova”, completou Massa, que não perdeu o otimismo.

“Vai ser uma corrida difícil para mim, mas nunca se sabe o que pode acontecer. Talvez um fim de semana que começou mal possa terminar muito bem”, afirmou. A julgar pelo desempenho de seu companheiro de equipe, o otimismo do brasileiro é justificável.

Schumacher foi o mais rápido na sessão de treinos livres da manhã (1:34.126) e obteve o quarto melhor tempo no treino oficial (1:34.68), mas vai largar da 14ª colocação. “Não é tão mal considerando a punição pela troca de motor. Estou satisfeito com essa posição e espero terminar a corrida na zona de pontuação”, declarou o heptacampeão.

O objetivo do alemão é não deixar os principais concorrentes ao título se distanciarem nesse início de campeonato. “Ficaria feliz com um pódio. Considerando as circunstâncias, nosso objetivo é não perder contato com os pilotos que devem lutar pelo título. O fato de Alonso e Raikkonen não estarem tão longe no grid me ajuda um pouco”, comentou.

Já Rubens Barrrichello não tem motivos para otimismo – mesmo trocando o motor, não conseguiu passar à disputa da pole position, ficando em 12º na segunda sessão. Com isso, vai largar na 21ª colocação, à frente apenas de Massa. O Brasil não formava a última fila de um GP desde 2001, quando Enrique Bernoldi e Tarso Marques foram os últimos no GP da Bélgica.

“Ficar de fora levando um segundo do companheiro não existe. Para mim, o sentimento agora é de frustração”, disse Barrichello, que revelou estar tendo dificuldades para se adaptar ao carro da Honda. “O Button está muito bem adaptado, pois está guiando um carro feito para o estilo de pilotagem e as demandas dele”, justificou.

Além desses três pilotos, outros dois foram punidos por trocarem os motores de seus carros: o escocês David Coulthard, da Red Bull, sairá em 20º, enquanto o alemão Ralf Schumacher, da Toyota, largará em 19º.

Giancarlo Fisichella (Renault), Jacques Villeneuve (BMW) e Yuji Ide (Super Aguri) também trocaram motores antes do GP da Malásia, mas não receberão punições por terem sofrido problemas mecânicos na corrida anterior.

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