F1: Um ano após, Toyota imita Honda e também deixa a Fórmula 1

Desde que a Honda anunciou, em dezembro de 2008, que deixava a Fórmula 1, a impressão de que a Toyota seguiria pelo mesmo caminho passou a ser forte nos bastidores da categoria. E a equipe sediada em Colônia repetiu a atitude da concorrente um ano depois, pois anunciou nesta quarta-feira o fim de suas atividades esportivas com efeito imediato.

Se vinha sendo especulada antes mesmo do início desta temporada, a possibilidade da saída da Toyota ganhou força no meio do ano, quando os pilotos Jarno Trulli e Timo Glock temiam publicamente por seus futuros ao analisarem que a cúpula dos japoneses só definiria o orçamento para o Mundial de 2010 com atraso, em novembro. Quando o fariam, eles resolveram fechar a equipe devido à mesma crise econômica global que já havia afastado Honda e BMW do campeonato.

“Enxergamos nossa participação na F-1 como uma contribuição para a prosperidade da cultura automotiva. Porém, considerando nossas atividades no próximo ano e refletindo diante das severas realidades econômicas da atualidade, decidimos abandoná-la”, explicou a montadora japonesa através de um comunicado.

Apesar da indecisão sobre o orçamento, o chefe da Toyota, John Howett, sempre garantia que a continuidade na categoria não estava ameaçada. O inglês era, aliás, um dos principais dirigentes da Fota (Associação de Times da Fórmula 1), com a qual a escuderia já havia assinado o Pacto de Concórdia, que a ligava à competição pelo menos até 2012.

No total, a Toyota participou da série por oito anos seguidos sempre como um dos times que mais investia. Mesmo assim, não chegou a colecionar grandes resultados – seus melhores resultados vieram em 2005, com o quarto lugar entre os construtores, e em 2008 e 2009, com o quinto.

No atual mercado de pilotos, a Toyota chegou a tentar manobras importantes, tendo realizado ofertas, recusadas, a Kimi Raikkonen e Robert Kubica. Seus pilotos, Trulli e Glock, já eram cotados para deixar a fábrica de Colônia de qualquer forma – o primeiro negocia com a Lotus e o segundo tem tudo para se juntar ao polonês na Renault. O mais prejudicado pela decisão divulgada nesta quarta, nesse contexto, parece ser o jovem japonês Kamui Kobayashi, que agradou ao substituir o alemão nos grandes prêmios de Brasil e Abu Dhabi e esperava assegurar uma vaga na Fórmula 1 no ano que vem.

Quanto ao grid da categoria em si, a notícia parece até se encaixar bem, porque havia 14 times interessados em competir e apenas 13 vagas no total. Sem a Toyota, o caminho fica livre para a Sauber, que após o fim do projeto esportivo da BMW viu o grupo suíço Qadbak Investments comprar o espólio em Hinwill, seguir em ação.

Fonte: Gazeta Esportiva.Net

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