F3 italiana: Guerin lidera testes em Vallelunga

Piloto paulista lamenta tragédia com Gustavo Sondermann em Interlagos

O paulista Victor Guerin liderou os testes coletivos que a Fórmula 3 italiana promoveu nesta segunda-feira no circuito de Vallelunga, nas proximidades de Roma. O piloto da Lucidi Motorsport estabeleceu o tempo de 1min30s266 em sua melhor volta, marca que seria igualada pelo norte-americano Michael Lewis no final da tarde. O californiano da Prema Powerteam, no entanto, virou com seu terceiro jogo de pneus novos num momento em que a temperatura mais amena deixou a pista mais rápida.

Guerin, apoiado pelo energético Flash Power, confirmou a gradual evolução na pré-temporada de seu ano de estreia na categoria. Ele tem sido regularmente um dos mais velozes e vem dominando o duelo interno entre os representantes da Lucidi. “Foi um dia muito bom. Andei na frente praticamente o tempo todo. Na vez anterior em que treinamos neste circuito, há cerca de um mês, o Lewis foi quatro décimos mais rápido. É uma mostra de que nosso carro também está melhor”, comentou.

Já com uma respeitável quilometragem na bagagem em sua preparação à rodada dupla inaugural de maio em Franciacorta, Guerin ficou satisfeito com o resultado deste início de semana, mas não alimenta ilusões. “O campeonato será equilibradíssimo e sem grandes diferenças, porque todo mundo já tem alguma experiência em monopostos. Não é o caso da Fórmula Abarth, onde um piloto com um ano de vivência enfia um segundo na molecada que veio do kart. Na Fórmula 3 não existe isso. Estou contente, mas também sei que por um sopro eu poderia ter sido apenas o terceiro ou quarto.”

Guerin fez questão de expressar sua solidariedade à família de Gustavo Sondermann, vítima de trágico acidente na abertura da Copa Montana domingo em Interlagos. “Soube do ocorrido ontem à noite e nem dormi direito. Gustavo sempre foi muito atencioso comigo e costumava perguntar das minhas corridas, como ocorreu da última vez que nos encontramos na final da Stock Car no ano passado. Sinto demais pelo que aconteceu e torço para que seus familiares consigam suportar essa dor. Fiquei na cama pensando em tudo, mas cheguei à conclusão de que temos de aceitar os riscos da profissão e procurar reduzi-los ao máximo”, concluiu.

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