Terceiro brasileiro que disputou a Fórmula-1, o franco-brasileiro faleceu na segunda-feira, 04 de maio, em Biarritz, França.

Da Silva Ramos nasceu em Paris, França, em 7 de dezembro de 1925. Aventurou-se pela primeira vez no automobilismo, ao volante de um MG TC, em março de 1947, quando, aos 21 anos, disputou o Grande Prêmio de Interlagos, no Brasil. Durante 1953, ele começou a correr com um Aston Martin DB2/4 em corridas de carros esportivos na França. Em 1954, venceu a Coupe de Montlhery. No mesmo ano, disputou as 24 horas de Le Mans, em dupla com Jean-Paul Colas, com um Aston Martin DB2/4. Após 14 horas a dupla abandonou, devido a uma falha no eixo traseiro.
Em 1955, venceu novamente o Coupe de Montlhery, venceu o Rally Sable-Solesmes e foi quinto na classe GT da Mille Miglia com o co-piloto Jean-Charles Vidilles. Em dupla com Jacques Pollet, em um Gordini T15S, abandonou a trágica 24 Horas de Le Mans, com problemas no radiador na 14ª hora.

Piloto oficial da Equipe Gordini, estreou na F-1 no GP da Holanda, com um Gordini T16. Terminou em oitavo. Abandonando os GPs da Grã-Bretanha e Itália.
No ano seguinte terminou em quinto lugar no GP de Mônaco, com um Gordini T16. O que lhe rendeu dois pontos no Campeonato Mundial de Pilotos. Disputando também, com um Gordini T32, os GPs da França (oitavo lugar), Grã-Bretanha (abandonou) e Itália (abandonou.
Nas 24 Horas de Le Mans, em dupla com Andre Guelfi, em um Gordini T23S, abandonou na 12ª, hora, com problemas de embreagem. Em setembro venceu a Coupe de Automne, em Montlhéry com um Simca-Gordini T15S.
Em 1958 venceu as Três Horas de Pau, com uma Alfa-Romeo Guilietta SVZ.
Em 1959 foi piloto oficial da Scuderia Ferrari nas 24 Horas de Le Mans. Em dupla com Cliff Allison, em uma Ferrari 250 TR/59, abandonou na quarta hora, com problemas no motor.
Ele disputou também alguns GPs extracampeonato de F-1, até 1959. Sendo quarto colocado nas 200 Milhas de Aintree de 1959, com uma Maserati 250F da Scuderia Centro Sud.
Ele foi o último participante vivo das 24 Horas de Le Mans de 1955. Em 2022 participou como especialista no documentário de Emmanuel Reyé Le Mans 55: Une tragédie française.
