Fórmula-E: Di Grassi inicia no sábado campanha pelo bicampeonato

Em busca de mais um recorde. É assim que Lucas Di Grassi começa a temporada 2018/2019 do Campeonato Mundial de Formula E, que abre o torneio neste sábado (15) com uma prova em Ad Diriyah, nos arredores de Riade, capital da Arábia Saudita. Será a primeira das 13 corridas a serem realizadas em 12 cidades de cinco continentes até o final do torneio, no dia 14 de julho, quando haverá a rodada dupla em Nova Iorque (EUA). A prova marca também o início da luta do brasileiro pelo bicampeonato de uma categoria da qual Lucas permanece como o principal piloto da história.

Com um título de campeão (2016-2017), dois vices (2015-2016 e 2017-2018) e um terceiro lugar (2014-2015), Di Grassi é detentor da maior parte dos recordes da categoria – incluindo a incrível sequência de sete pódios que pode ser ampliada na Riade (veja tabela abaixo). Além de ter o melhor retrospecto entre todos os pilotos que já competiram no Campeonato Mundial de Fórmula E, Lucas é quem mais somou pontos (611) e pódios (27), sendo também o único competidor – ao lado do inglês Sam Bird – a vencer em todas as temporadas do torneio.

“Começo esta temporada com uma certeza e muita confiança”, diz o campeão mundial de 2016-2017. “Certamente teremos um ano difícil, com mais equipes no nível mais alto do grid, capazes de brigar por vitória em qualquer corrida e também de disputar o campeonato. Mas trabalhamos bem na pré-temporada e estamos confiantes de que estaremos entre as equipes que podem vencer corridas. Vamos pra cima”, completou o brasileiro, que defende a equipe Audi Sport Abt Schaeffler.

Vitória em Valência – Essas conclusões foram tiradas nos treinos coletivos de outubro – os últimos permitidos pela FIA – realizados na pista de Valência, Espanha. Na ocasião, os times das onze equipes do campeonato confrontaram seus novos carros da segunda geração e avaliaram os respectivos potenciais. No último dia, foi realizada uma simulação de corrida, com vitória de Di Grassi, ao volante do Audi e-Tron FE05. O brasileiro tomou a ponta do inglês Alexander Sims (BMW) na última curva e venceu por apenas 0s109. “Por curioso que seja, isso não quer dizer nada, mas também é um bom indício”, polemiza Lucas. “Significa, sim, que nós provavelmente seremos competitivos, mas sabemos que as equipes não estavam 100% prontas e que provavelmente não mostraram tudo o que têm na manga. O certo é que vários times fizeram muitos avanços desde a última corrida de 2018 e nós teremos um ano de competição no nível máximo.”

Com a estreia do novo carro – o segundo projeto na história da categoria – a etapa saudita marca o início de uma nova era na F-E. Um ponto fundamental é o avanço tecnológico que deu maior autonomia às baterias: as corridas agora não terão mais a parada obrigatória para troca de carros. Além disso, se aproveitando das possibilidades de administração dos motores via tecnologia eletrônica, a categoria criou o “attack mode” – ou modo de ataque. Em outras palavras, quando um piloto entrar em uma determinada área da pista – chamada zona de ativação – a potência de seu motor poderá subir para 225 kW (306 cv). A quantidade de ativações e sua duração serão determinadas pela FIA, de acordo com critérios como tamanho da pista e características técnicas.

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