Fórmula E: Senna fica na Mahindra e tem novo companheiro

Nick Heidfeld substitui Karun Chandhok na equipe indiana na segunda temporada

A primeira sessão de testes coletivos da segunda temporada da Fórmula E, aberta nesta segunda-feira na pista-sede da categoria em Donington Park (Inglaterra), foi marcada pelo anúncio oficial da formação da Mahindra Racing. Ao mesmo tempo em que confirmava a permanência de Bruno Senna na série de carros elétricos da FIA, a equipe indiana revelou a chegada do alemão Nick Heidfeld para o lugar ocupado até então por Karun Chandhok. Os testes foram abertos com a presença de quase todos os pilotos e prosseguem amanhã. Ao todo, serão seis dias de ensaios antes da abertura do calendário dia 17 de outubro na China.

Bruno terminou o campeonato encerrado há pouco mais de um mês na 10ª colocação. O 4º lugar na prova final em Londres foi o melhor resultado de uma campanha complicada pela falta de competitividade dos carros da equipe, entregues aos cuidados da Carlin. Insatisfeita com a parceria, a Mahindra se transferiu para a Campos Racing, comandada por Adrián Campos. Bruno e Campos se conhecem dos tempos da Fórmula GP2 e ficaram próximos de estrear juntos na Fórmula 1 em 2010, mas o espanhol deixou o comando da equipe Hispania antes do início do campeonato. “Temos uma ótima relação. Hoje, ele já me ajudou bastante neste primeiro dia”, disse Bruno, o 6º mais rápido dos treinos liderados pelo suíço Sébastien Buemi, da Renault e-DAMS.

A Mahindra dividiu as tarefas no primeiro dia. Bruno cuidou da parte eletrônica e Heidfeld experimentou diversos acertos mecânicos. Por isso, o resultado do brasileiro foi mais do que animador. “Trabalhei na troca de marchas e no mapa de acelerador. Não fiz uma única volta no modo de classificação. Na configuração de corrida, fiquei a apenas um décimo do Buemi. Achei o carro razoavelmente competitivo, mas estamos apenas no início dos testes. Só no fim de tudo é que teremos uma ideia mais exata de onde está cada um.”

O modelo 2015/2016 tem evoluções na suspensão e no motor. Bruno aprovou. “O carro ficou mais estável e facilita as entradas de curva. Dá mais confiança e também está melhor nas ondulações”, avaliou. Mas foi já na parte final dos treinos que Bruno experimentou a mudança que mais o agradou. “Colocamos os freios que serão usados este ano. São muito melhores que os anteriores. Fui meio segundo mais rápido com esses freios. Meu estilo de pilotagem é muito baseado nas freadas e esses freios ajudarão bastante.”

Bruno acredita que o nível do campeonato se torne ainda mais elevado em seu segundo ano. “Quase todos têm já experiência na Fórmula E. Quem estava bem deve crescer e quem não estava vai precisar se esforçar em dobro para não ficar ainda mais para trás. O problema é que existem muitas soluções diferentes entre os carros e até mesmo como eles reagirão em cada pista. Nosso carro até que não mudou tanto, mas outros estão cheios de novidades que darão muito trabalho às equipes.”

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