GP2 Series: Após liderar os testes de pré-temporada, Di Grassi parte confiante para a 1ª etapa

O forte calor na pista de Sakhir faz dos pneus uma das maiores preocupações dos pilotos na abertura da temporada 2007.

Eles chegaram ao último degrau para atingir a principal categoria do automobilismo mundial e iniciam neste final de semana (dias 14 e 15) a disputa da temporada 2007 da Fórmula GP2 no circuito de Sakhir, no Bahrein, como preliminar da 3ª etapa da Fórmula 1. Vinte e seis pilotos estão inscritos na categoria este ano, a maioria brasileiros: cinco pilotos, contra quatro espanhóis, três japoneses, dois alemães, dois italianos, além de competidores da Grã-Bretanha, China, Dinamarca, Áustria, África do Sul, Turquia, Venezuela, França, Rússia e Índia, totalizando representantes de 15 países.

Entre os brasileiros, o destaque fica por conta do paulista Lucas di Grassi, que liderou quatro das 12 sessões de testes da pré-temporada e esteve sempre entre os mais velozes. Aos 22 anos, o único brasileiro integrante do RDD (Renault Driver Devolopment) – programa de apoio a jovens talentos da escuderia de Fórmula 1 – disputará o campeonato da GP2 pela atual equipe bicampeã: a ART Grand Prix.

O piloto já correu no circuito barenita, em 2004, na época da Fórmula 3. No entanto, fará sua estréia no traçado de 5,412 km com um carro da GP2. A equipe ART, porém, já venceu duas corridas no autódromo, em 2005, com o piloto Nico Rosberg.

“A expectativa para as provas é muito boa, porque a equipe tem um passado vitorioso no circuito, apesar do carro estar bem diferente. Mas o mais importante foram os resultados dos testes da pré-temporada”, comentou Lucas, que em 2006 disputou o campeonato pela Durango.

“A equipe irá me passar todas as informações pertinentes e tentaremos acertar o carro no pouco tempo que teremos de treino”, disse o brasileiro, que terá o primeiro treino na sexta-feira (dia 13).

O Bahrein foi o primeiro país do Oriente Médio a receber a Fórmula 1 em 2004. O circuito de Sakhir fica a 30 km da capital Manama e uma das curiosidades é que a pista está localizada literalmente no meio de um deserto. Com 12 curvas, o traçado também proporciona vários pontos de ultrapassagem. Além disso, a temperatura costuma ser muito alta e a resistência do equipamento e dos pilotos é colocada o tempo todo à prova.

“Acho que essa etapa da GP2 será bastante disputada, porque o desgaste dos pneus é elevado em virtude da temperatura e da pista em si, que favorece as ultrapassagens. Será muito importante cuidar dos pneus durante a prova. O condicionamento físico também é parte fundamental, pois o clima seco e quente favorece a desconcentração e a desidratação”, concluiu Di Grassi.

A 1ª prova da GP2, que será realizada no sábado, terá sua largada às 10 horas (de Brasília), com a disputa de 34 voltas. No domingo, a 2ª prova está prevista para iniciar às 4h30. O Bahrein está seis horas à frente do horário de Brasília.

Criada há três anos, a GP2 substituiu a Fórmula 3000 Internacional no cenário do automobilismo mundial. A categoria corre como preliminar de grande parte dos GPs da Fórmula 1, o que a torna uma importante vitrine. A GP2 também vive uma fase de fortalecimento, com a participação inclusive de pilotos que já estiveram na Fórmula 1 e que buscam um novo caminho, dentre eles o brasileiro Antonio Pizzonia, ex-Williams e Jaguar, o alemão Timo Glock, ex-Jordan e atual piloto de testes da BMW, e o japonês Sakon Yamamoto, que correu algumas provas pela Super Aguri em 2006.

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