Histórias: Equipes americanas Parte 3

O www.SpeedRacing.com.br publica hoje a terceira parte das histórias das equipes americanas na F-1.

 

Equipe Scarab


 


 


Herdeiro da fortuna do império Wollworth, o americano Lance Reventlow cresceu no mundo da alta sociedade. Sua mãe, Bárbara Hutton herdou 40 milhões de dólares, de seu avô, nos anos trinta. Esta quantia equivale hoje a cerca de 800 milhões de dólares. O segundo casamento de Hutton foi com o Conde Dinamarquês Haugwitz Reventlow, pai de Lance, que nasceu no dia 24 de fevereiro de 1936 em Londres, Inglaterra. Com a Segunda Guerra Mundial, o casal separou-se e Bárbara foi morar nos Estados Unidos, onde, casou-se com o ator Cary Grant. Enquanto Lance crescia sua mãe casou-se mais três vezes. Reventlow, que era amigo do ator Jjames Dean,ames Dean, começou a participar de corridas aos dezenove anos, em pequenos eventos nos EUA. Logo depois foi para a Europa correr de carros-esporte, comprando uma Maserati, que foi logo destruída em um acidente. Depois guiou um Cooper em diversas corridas de F-2, voltando aos EUA com a intenção de produzir seu próprio carro.



Em 1957 fundou a Reventlow Automobiles Inc., em Culver City. Batizou os carros com o nome Scarab, nome de um besouro cultuado pelos antigos egípcios. Inicialmente foram produzidos carros-esporte, que conseguiram razoável sucesso nos EUA. A equipe decidiu então entrar na F-1, produzindo um carro com motor dianteiro. O carro ficou pronto em 1960, aparecendo pela primeira vez no GP de Mônaco, pintado de azul e branco. O modelo, equipado com um motor Scarab de 2,5 litros, foi projetado pela dupla Dick Troutman e Dick Barnes em Kingston-Upon-Thames, Inglaterra. Os dois carros, pilotados por Lance Reventlow e Chuck Daigh não conseguiram classificar-se para a largada. Os carros com motores traseiros, já dominavam a F-1, assim o Scarab, com motor dianteiro, já estava obsoleto quando ficou pronto. O inglês Stirling Moss chegou a dar algumas voltas com o carro durante os treinos para o GP de Mônaco. Achou o carro difícil de guiar.



No GP da Holanda, a equipe retirou-se depois dos primeiros treinos devido a desavenças quanto aos prêmios de largada. No GP seguinte, GP da Bélgica, os carros finalmente conseguiram tempo para alinharem em um grid da F-1. Reventlow fez o 15º tempo e Daigh o 17º. Ambos abandonaram. Falharam novamente na França, com Richie Ginther no lugar de Reventlow. Com tantos problemas o projeto foi abandonado e Reventlow retornou aos EUA. Daigh ainda conseguiu classificar o carro para a largada do GP dos EUA, terminando em 10º lugar.



Daigh continuou a usar o carro na Europa, em 1961. Até acidentar-se no British Empire Trophy, em Silverstone. Um outro modelo, de carro-esporte foi construído, mas logo Reventlow perdeu o interesse pelas competições, voltando ao mundo da sociedade. Ele foi casado, brevemente, com a atriz Jill St.John. Lance faleceu no dia 24 de julho de 1972, aos 36 anos. O avião Cessna, no qual ele era passageiro bateu nas Montanhas Rochosas, durante uma tempestade.



A Scarab disputou apenas dois GPs na F-1.




 


 


 


Equipe Scirocco-Powell


 



O milionário americano Hugh Powell adquiriu o espolio da equipe Emeryson em 1962, disputando, com os pilotos John Campbel-Jones e Tony Setember, três etapas daquele mundial. Ao final do ano decidiu construir um novo carro. Baseada em Londres, foi constituída então a Scirocco-Powell Racing.



Projetado por Paul Emery, fundador da Emeryson, o Scirocco 01, foi equipado com motor BRM. Pintado de azul e branco apareceu na segunda etapa do ano, GP da Bélgica. O americano Tony Settember marcou o 19º tempo no grid, batendo violentamente na 25º volta. Na classificação final foi o 8º. A equipe não apareceu na Holanda, com Settember disputando o GP da França. Nos dois GPs seguintes, Inglaterra e Alemanha a equipe conseguiu classificar dois carros para as provas. O inglês Ian Burgess guiou o segundo carro, um modelo novo, o 02. Nenhum carro terminou as provas. Em setembro, Settember terminou em 2º o GP, não oficial, da Áustria, chegando cinco voltas atrás do vencedor, Jack Brabham! Settember não conseguiu classificar-se para a largada do GP da Itália, ultima vez em que os carros apareceram na temporada. No final do ano a equipe fechou.



O veterano piloto belga André Pilette comprou o carro que foi de Burgess em 1964. Equipou o carro com um motor Clímax, mudando o nome da equipe, para Escuderia Belge Scirocco. Pintou o carro de amarelo e disputou o GP da Bélgica de 1964. Não conseguindo tempo para a largada do GP da Alemanha do mesmo ano. Depois o carro nunca mais foi visto nas pistas da F-1.



A Scirocco disputou cinco GPs na F-1


 


Histórias: Equipes americanas Parte 3




 



 


Equipe Leader Car


 


Em 1959 finalmente a Fórmula-1 chegou aos EUA. Até então as 500 Milhas de Indianápolis faziam parte do calendário da categoria apenas para justificar o status de campeonato mundial.



As equipes européias não compareciam a Indianápolis, cujos carros eram completamente diferentes de um carro de Fórmula-1. O vencedor das 500 Milhas daquele ano, Rodger Ward, resolveu encomendar um carro a fim de participar do GP.



Ward então encomendou o carro a Frank Kurtis, proprietário da Kurtis Kraft. Os carros de Kurtis haviam vencido cinco vezes as 500 Milhas nos anos cinqüenta. O resultado não poderia ter sido pior.



Disputado em um aeroporto desativado, Hendrick Fields, perto de Sebring, o GP dos EUA foi o último de 1959. O carro de Ward, um Kurtis-Kraft Midget, equipado com um motor Offenhauser de 2,5 litros foi uma decepção total. O americano fez o tempo de 3m43s8d, quarenta e três segundos mais lento que o pole-position, Stirling Moss, da Cooper. Alinhou na 19º e última posição.



O carro, projetado para corridas em pistas de cinza, rodou lento na corrida até quebrar a embreagem e abandonar depois de 20 voltas. Foi sua única apresentação na F-1. Ward disputaria o GP dos EUA novamente em 1963. Com um Lotus-BRM.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *