IndyCar: Mulheres decepcionam no 1º treino da Indy em SP, e Kanaan “salva” Brasil

Os carros finalmente aceleraram no Circuito do Anhembi, em São Paulo, na abertura da temporada 2010 da Fórmula Indy. E as mulheres decepcionaram no primeiro treino oficial, que teve como piloto mais rápido o neozelandês Scott Dixon, da Chip Ganassi. O melhor brasileiro foi Tony Kanaan, em terceiro lugar.

Embora o primeiro treino tenha servido mais como um reconhecimento da pista e ajuste dos carros, as quatro mulheres presentes no grid – um recorde para a categoria – não foram lá muito bem. Bia Figueiredo deu poucas voltas e foi a segunda mais lenta da sessão. A venezuelana Milka Duno ficou em último e ainda beijou o muro do Sambódromo no fim do treino. Já a norte-americana Danica Patrick terminou em antepenúltimo lugar. A suíça Simona di Silvestro salvou a trupe feminina e ficou na 11ª posição.
Dixon, campeão da categoria em 2008, cravou 1:31.770, e liderou pouco à frente de Ryan Briscoe, que fez 1:31.973. Kanaan marcou 1:31.975, e o brasileiro Raphael Matos terminou em sétimo, uma posição à frente de Hélio Castroneves. Eleito o novato do ano no ano passado, Matos ganhou elolgio do chefe Gil de Ferran.
“A primeira sessão é só para se acostumar com a pista, mas ficar entre os dez primeiros é um bom sinal”, comentou De Ferran, primeiro brasileiro dono de escuderia, chefe de Raphael Matos na Luczo Dragon. “A parte do Sambódromo está bem escorregadia, mas a pista está muito boa”, completou o ex-piloto em entrevista à Rádio Bandeirantes.
No final do treino, o brasileiro Mario Romancini, estreante na Indy, bateu na curva do S do Samba, sem gravidade, o que só serviu para atrasar ainda mais a atividade com outra bandeira amarela da sessão. Ele culpou as ondulações na reta e encerrou o treino em 21º lugar. Os outros brasileiros na pista que envolve o Sambódromo e um trecho da Marginal Tietê foram Vitor Meira (16º), Mario Moraes (14º).
Público se aglomera nas grades
Mesmo com previsões de chuva em pontos isolados da capital no final da tarde, o treino da manhã foi ensolarado e quente, com temperaturas próximas a 43 graus na pista. Na primeira atividade de carros de competição no circuito, houve no total três bandeiras amarelas, o que causou atraso de quase 40 minutos em relação ao horário previsto para o encerramento da sessão.
Para o público, apesar dos minutos a mais sob o forte calor, o atraso representou um tempo extra de diversão. Não só para quem estava dentro do Circuito do Anhembi, ouvindo o barulho ensurdecedor e tendo que comprar protetores de ouvido a R$ 10. Mas também para aqueles que estavam passando pela região e pararam para ver a sombra dos carros passando atrás do tapume preto fixado nas grades que separam a pista da rua. E escutar o barulho dos motores de graça e sem nenhum remorso.
Na praça Campo de Bagatelle, o ponto de partida dos espectadores para a longa caminhada até a entrada do circuito, muitas pessoas, a maioria adolescentes, se aglomeravam nas grades próximas ao Clube Espéria, tentando uma escalada pelo ponto de melhor visão, a exemplo da comemoração do “Homem Aranha” Hélio Castroneves.
Já no caminho adjacente ao trecho da Olavo Fontoura, que tem acesso controlado, outras pessoas conseguiam ver de graça mesmo assim. Eram os moradores de um pequeno condomínio de conjuntos com três andares, que disputavam os apartamentos mais altos para ver a ação da Fórmula Indy. 
Enquanto isso, o trânsito na Marginal é intenso devido as interdições no entorno do Anhembi. Na praça Campo de Bagatelle, o movimento de táxis é intenso, todos parando para deixar passageiros, o que deixa o tráfego lento em toda a avenida Santos Dumont na região da Zona Norte.
Fonte: UOL

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