IndyCar: Por medida de segurança, Itaipava São Paulo Indy 300 Nestlé recomeça amanhã

Devido à forte chuva que atingiu a região do Sambódromo, prova foi interrompida na 14ª volta após duas tentativas de relargada; continuação será nesta segunda, às 9 horas

O grande show prometido para este domingo, 1º de maio, teve que ser adiado para amanhã. A forte chuva que atingiu a região do Anhembi impediu que a corrida prosseguisse e a prova será realizada às 9 horas da manhã desta segunda-feira (2). A decisão foi tomada em conjunto entre o Grupo Bandeirantes, IndyCar e Prefeitura de São Paulo. Como a prova foi interrompida, ela será retomada a partir da 14ª volta com as posições mantidas até o momento da paralisação.

“Estamos muito felizes por proporcionar um grande show no final de semana, mas infelizmente um imprevisto fez com que tomássemos a decisão de adiar a corrida após duas tentativas. Pelas condições da pista, optamos por manter a integridade física dos pilotos”, disse o vice-presidente da Band, Frederico Nogueira. “É importante que se diga que todos os gastos extras para a prova de amanhã serão arcados pelo Grupo Bandeirantes, e o torcedor que tiver o ingresso de qualquer setor terá a oportunidade de assistir à corrida”, completou.

A operação especial montada no entorno do circuito sofreu apenas uma alteração. As três linhas especiais, que saíram do Terminal Rodoviário, Barra Funda e Aeroporto de Congonhas não serão empregadas. “Infelizmente, por questões de logística, não poderemos continuar com esses serviços, mas o que faremos é incrementar as linhas que dão acesso à região do Anhembi. Toda a estrutura no que diz respeito à Polícia Militar, bombeiros, assistência médica e desvio de trânsito continuará a mesma”, afirmou o diretor de eventos da SPTuris, Everaldo Dourado Júnior.

O presidente de operações da Fórmula Indy, Brian Barnhart, afirmou que a decisão de interromper a corrida foi liderada pala direção de prova, exercida pela Indy Racing League, por ser uma questão técnica. “Gostaríamos que a corrida fosse realizada hoje, mas devido às condições climáticas adversas, não foi possível concluí-la. A segurança dos pilotos está em primeiro lugar e estamos certo de que tomamos a melhor decisão”, disse. O dirigente afirmou ainda que no momento da largada havia condições de corrida. “Estava chovendo, mas com pneus de chuva era possível dar prosseguimento à prova. Porém, com a chuva forte, os pilotos atrás do líder não tinham nenhuma visibilidade por causa da água”, finalizou Barnhart. “Nós estamos muito felizes com a organização do evento e sinceramente não há problemas a serem apontados, muito pelo contrário”, continuou Barnhart.

A corrida

O dia havia iniciado com céu aberto e sob estas condições os carros realizaram o warm up. Meia hora antes da largada, no entanto, as nuvens que se aproximavam do complexo do Anhembi despejaram uma chuva moderada. A direção de prova determinou que todos largassem com os pneus Firestone Firehawk para pista molhada. Na largada, Will Power manteve a liderança e Ryan Hunter-Reay passou reto no ‘S do Samba’ e acertou a barreira de pneus. No mesmo momento, Helio Castroneves foi espremido por Dario Franchitti, ficou sem espaço e bateu no muro na saída da segunda perna do ‘S’. O que se seguiu foi um acidente múltiplo: Simona de Silvestro acertou o carro do brasileiro e foi atingida por Danica Patrick, que no impacto rodou e acertou o carro de Tony Kanaan. Segundo Kanaan, quando o carro de Danica girou, o aerofólio traseiro acertou a mão esquerda do baiano, causando uma luxação e também um dano na suspensão dianteira esquerda. o incidente levou a prova a continuar sob bandeira amarela.

Na relargada, três carros rodaram na primeira curva: Scott Dixon, que era o segundo colocado, James Hinchcliffe e Justin Wilson; logo depois, Hunter-Reay voltou à pista, mas rodou novamente e bateu de traseira na Curva do Pavilhão. Vitor Meira perdeu aderência, rodou e bateu no final da Reta dos Bandeirantes, danificando a parte traseira de seu Dallara-Honda. Depois que Sebastien Bourdais rodou, também na Curva 1, a direção de prova determinou a bandeira vermelha, obrigando a paralizaçao da corrida. A interrupção durou duas horas e meia, tempo para que os mecânicos consertassem os carros danificados. Às 15h30, as equipes receberam a ordem para voltar ao pit lane. Porém, a chuva que havia parado voltou, e os carros completaram apenas quatro voltas – sob bandeira amarela. A direção de prova então decidiu novamente pela bandeira vermelha, interrompendo de vez a corrida e anunciando seu adiamento.

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