Kart: Massa diz que Schumacher é favorito no Desafio das Estrelas

Com o kart nº 23, alemão vira motivo de brincadeiras em Florianópolis.

Amigo particular, Michael Schumacher é também o principal obstáculo de Felipe Massa ao bicampeonato no Desafio Internacional das Estrelas, prova de kart que está reunindo 24 pilotos das principais categorias do automobilismo mundial na capital catarinense. “Pelo que vi nos testes que fizemos há pouco em Barcelona, ele continua em grande forma”, explicou Massa, que apontou ainda Nelsinho Piquet e Lucas di Grassi como candidatos à vitória. “Mas tem tanta gente boa que essa lista certamente é maior”, afirmou.


Schumacher roubou as atenções da sexta-feira no Kartódromo dos Ingleses. Procedente do Texas (EUA), desembarcou de seu jato particular por volta das 14h30 no Aeroporto Hercílio Luz. De lá, seguiu de helicóptero até o Costão do Santinho, hotel onde estão pilotos convidados de Felipe Massa. Durante o percurso, pediu para o comandante sobrevoar o kartódromo. “Ele disse que ficou impressionado com a estrutura que viu lá de cima”, disse Massa, depois de dar as boas-vindas ao heptacampeão da Fórmula 1.


O alemão chegou discretamente ao kartódromo, aproveitando a concorrida coletiva de imprensa estrelada por Massa, e sua presença quase não foi notada a princípio. Mas causou alvoroço ao entrar na pista na garupa da moto pilotada por Luca Badoer, test-driver da Ferrari, e escoltada por Massa. Depois, proporcionou um dos momentos mais hilariantes do sorteio dos karts e dos mecânicos. Sorteado com o kart de número 23, ficou vermelho com a gozação dos colegas. O infortúnio de correr com o chassi 24, no entanto, ficou com Xandinho Negrão, que entrou na sala atrasado e ainda teve o desgosto de sortear o número fatídico que “disputava” com Vítor Meira.


Durante o sorteio, comandado por Luiz Antonio Massa, pai de Felipe, Schumacher recebeu a assistência de Tony Kanaan na tradução para o Inglês. Ao deixar a sala para acompanhar a montagem do banco, trocou palavras com Ricardo Maurício e quis saber onde estava correndo. Os dois se conheceram no final da década passada, quando Maurício correu na Fórmula 3000, a extinta preliminar da Fórmula 1 sucedida pela Fórmula GP2.


Humilde, apresentou-se ao mecânico Paulo Valério, que não escondeu o nervosismo com o cliente ilustre que o destino colocou a seus cuidados. “Como é seu nome?”, perguntou Schumacher. “Paulo? O meu é Michael”, brincou. Valério, 40 anos e mais de 20 de profissão, surpreendeu ao declarar que torcia para trabalhar com Antonio Pizzonia. “Estivemos juntos quando o Pizzonia foi campeão brasileiro de kart”, justificou Valério, conhecido no meio como “Mosca”. Mesmo assim, não escondeu a alegria com a súbita notoriedade que o currículo agora enriquecido está lhe proporcionando. “É show! Agora, tenho emprego em qualquer equipe”, divertiu-se.


Amanhã, os 24 pilotos iniciam a batalha pela pole position. Serão duas sessões de treinos livres para cada grupo de 12, a partir das 9 horas e duração de 45 minutos cada. Os treinos cronometrados, novamente em duas turmas, começarão às 13 horas e apontarão os cinco mais rápidos de cada que decidirão na superclassificação quem largará na frente.

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