Kart: Schumacher avisa que veio buscar o bi em Floripa

Heptacampeão da Fórmula 1 diz que Massa é “irmão mais novo”.

Principal atração convidada do Desafio Internacional das Estrelas, Michael Schumacher desembarcou de helicóptero na pista do Kartódromo dos Ingleses exatamente às 15h43 desta sexta-feira – o sorteio dos karts estava previsto para as 16 horas. Mais tarde, cuidou pessoalmente dos ajustes no seu kart e no do colega Luca Badoer, piloto de testes da Ferrari que só deveria chegar à capital catarinense na manhã do sábado. Depois de terminar o trabalho, Schumacher concedeu esta entrevista à imprensa.

P – Você está pronto para o bicampeonato no Desafio?
R – Bicampeonato? Sim, absolutamente pronto.

P – Eventos como este fazem você lembrar sua infância, do seu tempo de kart?
R – De certa forma, sim, mas é bem mais, pois Felipe é como um irmão mais novo para mim. Este tipo de evento é excitante para mim.

P – Felipe disse que você é o irmão mais velho dele. Há um relacionamento concreto entre vocês?
R – Sim, trabalhamos tanto tempo juntos e, por isso, nos tornamos amigos bem próximos. Acho que isso é até meio óbvio.

P – Como o irmão mais velho viu a temporada de Felipe em 2008?
R – Nunca tive dúvidas de suas habilidades. Ele não teve sorte em 2007 e, em 2008, ele estava em uma melhor posição para mostrar seu verdadeiro potencial. Então, espero que possamos dar a ele um carro para vencer no ano passado.

P – Você está aqui apenas para se divertir ou para competir?
R – Estamos aqui para nos divertir e, naturalmente, como um piloto, para competir. Além de dar um apoio ao local, após o que aconteceu aqui nos últimos dias.

P – Como você acha que será o próximo ano da F-1, com as novas regras?
R – Será um campeonato completamente aberto. As equipes grandes continuarão no topo, mas algumas delas terão uma vantagem. Esta é uma pergunta sem resposta para todos.

P – Todas as equipes vão começar do zero?
R – Nem todas, mas, como disse, as grandes permanecerão no topo. Só que temos quatro equipes que se aproximarão bastante em relação ao ano passado, e não sabemos o que vai acontecer nos testes de inverno. Acho que podemos ter algumas surpresas.

P – Luca Di Montezemolo (presidente da Ferrari) disse que quebrou a televisão assistindo ao GP do Brasil. Como foi sua reação assistindo à corrida?
R – Não era minha televisão, então não tinha como quebrá-la. Naturalmente, estava tão empolgado quando isso aconteceu, mas sabia que era uma opção que poderia mudar, pois tinha ciência de que Glock estava com pneus de pista seca e, infelizmente, isso aconteceu nos últimos 30 segundos. É complicado para todos, especialmente para Felipe, mas ficou claro que fomos fortes o suficiente para dá-lo um carro onde ele pôde se superar.

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