Mil Milhas Brasil: Brasileiros são coadjuvantes em Interlagos

Treinos classificatórios desta quinta definem grid das quatro categorias.

Acostumados ao papel principal em quase todas as maiores categorias do automobilismo mundial, os brasileiros serão coadjuvantes de luxo na 51ª edição das Mil Milhas Brasil. Enquanto os pilotos das supermáquinas da LMP1 – Peugeot 908 e Pescarolo Judd – decidem quem será campeão na última etapa da Le Mans Series, nossos representantes devem brigar apenas pela vitória na LMGT2, a menos veloz das quatro modalidades do evento, na LMP2 e na LMGT1. Os candidatos ao título são Pedro Lamy e Stephanie Sarrazin (Peugeot), que dividem a liderança com 36 pontos, Jean-Christophe Boullion (Pescarolo Judd), com 34, e Marc Gene e Nicolas Minassian (Peugeot), ambos com 28.


Os treinos que definem a formação do grid estão marcados para amanhã, depois dos ensaios livres da manhã. Serão duas sessões. Os carros da LMP1 e da LMP2 entram na pista das 15h40 às 16 h, enquanto os da LMGT1 e LMGT2 fazem a classificatória das 16h10 às 16h30. Dos 11 pilotos brasileiros inscritos, nove estão na LMGT2, enquanto Mário Haberfeld dividirá o comando do Radical RS9-Judd com os ingleses Warren Hughes e Darren Manning e Fernando Rees será companheiro de Gregor Fisken, Steven Zacchia e Roland Barville no DBR9 da equipe oficial da Aston Martin.


Vencedor da rodada dupla da GT3 Brasil domingo passado em Goiânia, Andreas Mattheis pilotará uma Ferrari F430 da GT2 ao lado de Xandy e Xandinho Negrão. A GT2 reúne praticamente metade dos 25 carros que vieram ao Brasil. Por isso, deve ser a categoria mais equilibrada. “Na Europa, o rendimento de todas as marcas é bastante parelho, com ligeira vantagem da Ferrari sobre os Porsche 997, Porsche 996, Spyker C8 e Corvette C6 Z06. Por isso, acho que temos uma boa chance”, lembra Mattheis, que aponta a estrutura da equipe francesa JMB como trunfo. “É uma das mais fortes da série”, elogia. Apesar do discreto otimismo, Mattheis faz questão de ressaltar a categoria dos rivais de fora. “São todos pilotos profissionais, que correm com esses carros o ano todo.”


Lamy, que já correu em Interlagos em seus tempos de Fórmula 1 pela extinta equipe Lotus, disse que a vitória será importante, mas que o foco da Peugeot é mesmo a conquista dos títulos de pilotos e marcas. “A fábrica conseguiu um ótimo segundo lugar nas 24 Horas de Le Mans, que era a prioridade em 2007, e agora quer sair daqui campeã”, explicou. Se depender do estado de espírito de Bouillon, seu mais direto perseguidor, é tudo uma questão de horas. “Será difícil bater os Peugeot”, admitiu o francês.

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