Rally Dakar: Amarok Logbuch 17

Por cima dos Andes outra vez.

Uma especial para comemorar a travessia dos Andes pela segunda vez neste Dakar, usando agora o túnel do Paso Libertadores a 3500 metros de altura, também conhecido como Cristo Redentor. Seguiam-se 220km de especial, dos quais, os primeiros 50km disputados na altitude que faz mesmo sofrer aos motores. Depois do km 100 a especial apresentava uma descida de 20km para, desta vez, exigir dos freios. A dupla Volkswagen #303 Sainz/Cruz largou com a intenção de conservar a liderança geral da prova, mas logo no km 77 sofreu com o primeiro dos dois pneus furados que teve. E pior, dois furos daqueles lentos que fazem perder velocidade durante mais tempo. Enquanto era o primeiro na especial, Sainz ainda arrancou parte de sua tomada de ar pela ação de galhos baixos de árvores. No final, depois de ter sido ultrapassado por Peterhansel e por Miller ainda conseguiu se manter à frente de Al-Attyia e evitar que o Piloto do Qatar descontasse ainda mais do que os 5m 38s que descontou no dia de hoje.

VW Race Touareg 2: alta qualidade na altitude

A especial surpreendeu todos que achavam que ela seria fácil. Na verdade a combinação do trecho em descida (de 3000 para 300metros) do planalto Andino até o nível dos pré-pampas, além da paisagem exuberante e dos cactus, escondia dificuldades grandes e muita poeira dos carros à frente. Hoje foram esses os resultados da Equipe Oficial Volkswagen: 3º (#300 DeVilliers/Von Zitzevitz), 4º (#306 Al-Attyiah/Gottschalk), 5º (#305 Miller/Pitchford) e 9º (#303 Sainz/Cruz).
A disputa pela vitória está dentro de casa, entre os três Race Toureg 2: 1º (#303 Sainz/Cruz) , 2º (#306 Al-Attyiah/Gottschalk) e 3º (#305 Miller/Pitchford), que, sempre convém lembrar, não recebem ordens da equipe para definir resultado. Os concorrentes que estão em 4º e 5º lugares têm 2h09m e 2h43m de atraso, londe demais para incomodar em condições normais.

Numerologia

– A Equipe Volkswagen consumiu um total de 27 quilos de macarrão do tipo penne ate agora no Dakar. Pilotos e Navegadores são os maiores consumidores em busca de repor os níveis de carboidratos assim que chegam ao bivaque.
– Os dois Caminhões da Equipe que estão na prova com os números #521 e #526 (vão em 13º e 14º lugares na categoria) vão carregados com 1,4 toneladas de peças sobressalentes para os Race Touareg e mais 1,6 toneladas de ferramentas e equipamentos. Foram inscritos apenas para isso, servir de apoio para eventuais problemas com os Race Touareg

Amarok – Força nas alturas

Hoje foi dia de deixar o Chile para trás (depois de 8 dias de convivência), admirar o Aconcágua, sentir os efeitos da altitude e descer para os férteis vales argentinos. Vales onde o vinho reina, o azeite de oliva acompanha, as frutas combóiam e a irrigação impera tudo isso apesar do vento Zonda (vento do alto do céu, segundo os habitantes originais da região) que sopra forte e diariamente. Foi dia de a Amarok passar pela segunda vez a barreira que separa os dois Oceanos e passar da região pré-andina para aquela do pré-pampa, e encontrar uma multidão de torcedores em Uspallata, Pedernal, Los Berros de Abajo e Autódromo de Zonda, onde ficavam os pontos de observar a prova e fazer observar e desejar a Amarok. Faltam apenas 2000km para chegar ao fim esse lançamento inusitado de um modelo de veículo, direto no teste mais duro que existe do Dakar.

Por Carlos Lua Cintra Mauro – San Juan, na província de Mendoza, com seus vinhedos famosos no mundo inteiro alçou o Dakar de volta à sua posição de pop-star. Vou tentar fazer um cálculo de pessoas que vão estar nesses 2000km até Buenos Aires e amanhã passo para vocês ali no parágrafo da numerologia. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *