Rally Dakar: Subindo as montanhas argentinas, Equipe Mitsubishi Petrobras ganha posições no Dakar

O Rally Dakar é uma prova desafiadora que testa todos os limites das máquinas e dos corpos. A etapa de hoje, um laço nas imediações de San Salvador de Jujuy , na Argentina, foi entre montanhas e desfiladeiros. Além das belas paisagens, a altitude de 3.500 metros e o mais ar rarefeito, afeta não só as duplas, mas também as máquinas.

Mesmo assim, Carlos Sousa e Paulo Fiuza conseguiram um desempenho ainda melhor, ganhando três posições e terminando o dia em 24o, com 4h03min38.

“Esta especial foi difÁ­cil encontrar o ritmo certo. Conseguimos fazer algumas ultrapassagens, mas quando chegamos mais alto, o rendimento caiu devido Á  altitude. Mas chegamos bem classificados e está tudo certo para largarmos amanhã”, garantiu Carlos Sousa. “Amanhã o importante é levarmos os ASX Racing até a BolÁ­via em segurança para nosso apoio poder fazer a revisão nos dois carros”, garantiu Paulo.

Já João Franciosi, que faz sua estreia no Dakar ao lado do navegador Gustavo Gugelmin, ganhou duas posições, completando o trecho de 429 quilÁ´metros na 28a posição, com 4h05min56.

“Foi uma especial difÁ­cil por causa da altitude. Dá dor de cabeça, falta de ar, mas a vontade de chegar era grande. E o bom é que chegamos bem com os dois carros. O ritmo foi bem complicado, quando encontrava a velocidade certa, não tinha motor para buscá-la novamente, já que com o ar rarefeito, os motores acabam perdendo potência”, explicou Franciosi.

O trecho de hoje teve 429 quilÁ´metros com constantes mudanças no ritmo devido Á  alternância entre terrenos arenosos e repletos de pedras. “Foi uma especial muito rápida, retas de até 25 quilÁ´metros. A altitude pesa e muita dor de cabeça. Mas hoje foi dever cumprido”, completa Gugelmin.

Etapa 5 – 07 de janeiro

San Salvador de Jujuy (ARG) – Uyuni (BOL)

Deslocamento: 315 km

Especial: 327 km

Total: 642 km

Nesta quinta-feira, o Rally Dakar sai da Argentina e entra na BolÁ­via. Será uma mudança rápida de altitude, chegando a 4.600 metros, o ponto mais alto neste Dakar. Além de prejudicar o rendimento dos motores, fortes dores de cabeça e incÁ´modo podem tirar a concentração das duplas.

Também haverá uma mudança conceitual na prova e os pilotos terão pela frente os primeiros trechos “fora de estrada”, com navegação baseada em GPS, que irão exigir muita atenção e técnica dos navegadores.

A Equipe Mitsubishi Petrobras tem o patrocÁ­nio de Mitsubishi Motors, Petrobras, FMC, Axalta, Protune e Projeto Sign.