Rally Interoceanica: Equipe Brasil JT Rally Team/Acelera Siriema finaliza Rally Interoceanica com êx

Após completarem o percurso entre Lima (Peru) e Rio Branco (Acre), Luiz/Cris Facco são vice-campeões da N4 Light. Na categoria TS, Tony Kranzegger/Nilo de Paula garantem o terceiro lugar, enquanto Junior Siqueira/Felipe Costa ficam em sexto

Chegou ao fim no domingo (23) a primeira edição do Rally Interoceanica Peru-Brasil. No último dia de disputa, os competidores fizeram apenas um trecho cronometrado de 256 quilômetros. Estavam programadas três Especiais, no entanto, as duas últimas, em território brasileiro, foram canceladas na última hora, logo que os primeiros sete carros cruzaram a fronteira. Como a prova foi organizada pela Federação Peruana de Automobilismo (Fepad), com o governo do Peru a grande festa de premiação aconteceria em Puerto Maldonado, por esta razão, os competidores retornaram ao Peru, apenas os brasileiros ficaram em Rio Branco.

Após uma programação intensa que teve início no dia 18 em Lima, as duplas concluíram três dias de Especiais. Os brasileiros da Equipe Brasil JT Rally Team/Acelera Siriema, guerreiros como são, acabaram encarando este rali histórico como um grande desafio, que foi compensado pelo resultado final mais que positivo.

Luiz Facco/Cris Facco não deram moleza aos ponteiros da categoria, disputaram o rali de igual para igual com os Campeões Peruanos e foram Vice-Campeões da categoria N4 Light, com o tempo acumulado de 10h12m11s com um Subaru STI. Já na categoria TS, Tony Kranzegger/Nilo de Paula (Toyota Zela 2.0) fecharam em terceiro lugar em 10h42m01s, enquanto Junior Siqueira/Felipe Costa (Toyota Auris) completaram em 14h11m04s e ficaram com a sexta colocação.

Conforme o chefe da equipe Ricardo Costa (Costinha) declarou na largada promocional, o “objetivo principal era que as três duplas completassem a prova”. Além de cruzar a chegada com o dever cumprido, os competidores representaram muito bem o país e a partir de agora, fazem parte da história do Interoceanica.

Na opinião da equipe, o rali superou todas as expectativas, seja pela grandiosidade do evento, do roteiro, organização e principalmente pela receptividade do povo peruano que ovacionou as duplas brasileiras. Lima, Nazca, Abancay, Urcos, Chalhuanca, Mazuco, Iñapari, mas principalmente as cidade de Cuzco e Puerto Maldonado mostraram como o esporte é uma paixão nacional naquele país. A classificação final de todas as categorias podem ser acessadas no www.fepad.com.pe

Depoimentos de alguns representantes brasileiros na primeira edição do Rally Interoceanica Peru-Brasil:

Luiz Facco (piloto Vice-Campeão da N4 Light): “Nunca havia feito uma prova longa de Velocidade e, ainda, no asfalto e gostei muito. Nosso resultado foi bem positivo, considerando que não tivemos tempo para nos preparar, conhecemos o carro na largada e foi nossa primeira disputa em território internacional. O mais impressionante foi ver o povo peruano fazendo festa para o rali, gente para todos os lados ao longo da Rodovia, fazendo um corredor para passarmos a mais de 200km/h”.

Cris Facco (navegadora Vice-Campeã da N4 Light e única mulher na prova): “Uma experiência incrível, diferente de tudo já fizemos: trechos longos de velocidade no asfalto, lugares distintos do litoral ao deserto, a alturas Andes, picos sinuosos e nevados até a Floresta Amazônica. Foi importante conhecer um país onde o rali e seus competidores são muito valorizados de crianças a idosos, tanto que as cidades param para o rali passar. E vale destacar o enorme esforço que o Costinha (Ricardo Costa) fez para que tudo acontecesse da melhor forma possível, garantindo a maior segurança possível, dentro e fora da prova para a equipe”.

Tony Kranzegger (piloto, 3º lugar na TS): “Hoje (23) foi o dia mais difícil, tivemos problemas com o câmbio e precisei reduzir em várias lombadas para não acontecer uma quebra e fomos ultrapassados. Além de tudo, tivemos uma pane elétrica e por tudo isto, completar a última etapa já foi uma vitória. Agora, terminar em terceiro na categoria foi uma glória e uma experiência única correr em uma situação nova: pista, carro, país, numa prova de resistência, durabilidade e vivenciar isto com pouca experiência, foi muito marcante”.

Junior Siqueira (piloto, 6º lugar na TS): “Este rali teve um ritmo de competição diferente, nós pilotos tivemos trabalho dobrado para administrar desde a autonomia, o calor do carro, a logística e ainda mais foi minha primeira participação em prova longa. Todos os dias tivemos de driblar adversidades, um exemplo é que acabei fazendo o rali inteiro com três marchas apenas, também sofremos com o freio, mas em compensação, tivemos um carro muito rápido da mãos, este rali ficará para história”.

A Equipe Brasil JT Rally Team/Acelera Siriema conta com patrocínio da Gonçalves S/A Indústria Gráfica e Yokohama e apoio da Total Lubrificantes, Cobreq, Baterias Cral e Brazul.

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