Sprint Race: Categoria une segurança e prazer em carro diferenciado


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Principal atrativo da máquina, posição central do piloto dentro do equipamento não só torna a pilotagem mais prazerosa, como diminui consideravelmente a vulnerabilidade dos competidores em grandes impactos

Além da excelente competitividade e do melhor custo/benefício do Brasil, a Sprint Race também chama a atenção do mercado de pilotos do país por conta de sua segurança, utilizando uma ideia que acabou se transformando no principal diferencial do campeonato em relação às outras categorias de turismo existentes no cenário atual.

Ao contrário de todos os outros carros de turismo, onde o piloto se localiza no lado esquerdo do equipamento, na Sprint Race o piloto fica em uma posição central dentro do veículo. Protegido por um chassi tubular spaceframe, revestido de chapas de alumínio, o piloto não fica vulnerável a impactos frontais e laterais, como aconteceu com os pilotos Marcos Rossini, Lucas Molo e Caito Vianna nas etapas de Londrina e Curitiba, respectivamente.

Nos instantes iniciais da corrida em Londrina, quando os carros estavam muito próximos entre si, Molo acabou atravessado na pista e Rossini não conseguiu desviar a tempo, tornando a colisão inevitável. Apesar do impacto ter acontecido a mais de 100 km/h, ambos escaparam ilesos, sem nenhum arranhão, graças à posição central dos carros.

“Eu bati em ‘T’, em uma velocidade superior aos 100 km/h. Acertei o meio do carro dele [Molo] e no cockpit não aconteceu nada. Só fiquei com uma dor leve no pescoço, pela força do impacto, mas as pernas e braços não sofreram nada. Até me surpreendeu a estrutura resistente”, relata Rossini.

“Antes mesmo do acidente eu já elogiava a segurança do carro, mas o acidente do Caito comprovou. Ele bateu mais rápido que eu e em uma parede, saindo andando”, continua Marcos. Vianna concorda com o companheiro de pista: “O meu acidente realmente foi forte. Segundo o Thiago [Marques, organizador do campeonato] na telemetria bati a 169km/h. Sem brincadeira, o carro passou no teste.”

“A célula de sobrevivencia é forte e não transferiu nada para mim. Tirei o ombro do lugar, pois não larguei o volante, na tentativa de corrigir. Mas numa panca daquela poderia ter machucado mesmo! E já avisei o Thiago, que agora vou mais rápido, pois vi que não machuca”, brinca Vianna, enquanto Rossini destaca a posição central como grande atrativo não só pela segurança que ela traz: “A fato de ficarmos no meio do carro não só ajuda na segurança como atrai o piloto, pois a condução fica parecida com a de um formula.”

Segundo Marques, o quesito primordial no projeto do carro foi a posição central do piloto no carro, algo que acontece pouco em categorias de turismo; o DTM alemão, principal torneio europeu, faz uso desta opção. “Foi um carro projetado para oferecer uma boa segurança ao piloto. Nas duas batidas em questão, apesar de fortes sequer chegaram na celula principal de segurança, ou seja, apenas os suportes e demais assessórios ja desaceleraram o impacto”, destaca o organizador, que já trabalha de olho na evolução do equipamento para o próximo ano.

As próximas corridas da Sprint Race acontecem no dia 30 de setembro, em Curitiba, no traçado externo; o Bandsports exibe a categoria em sua programação.

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