Stock: Apesar do equilíbrio, Losacco vê Ricardo Maurício com ligeira vantagem

Mesmo atrás, o piloto do Peugeot número 9 avisa que ainda está de olho no título.

Quarto colocado entre os cinco pilotos que ainda têm chances matemáticas, Giuliano Losacco tem poucas possibilidades de se sagrar o novo campeão da Copa Nextel. E mesmo disposto a lutar até a última volta, o bicampeão de 2004 e 2005 admite que, se nada de errado acontecer, o título está entre Ricardo Maurício e Marcos Gomes.


Mesmo sendo a penúltima, a etapa que será disputada neste domingo no veloz Autódromo de Tarumã dificilmente alterará o extremo equilíbrio desta disputa.


Nas 10 etapas já realizadas, os dois pilotos da equipe Medley venceram sete e estão separados por apenas cinco pontos – que equivalem à diferença entre a pontuação do primeiro e do segundo lugares em uma corrida.


“Eles estão em um ótimo momento, tudo está dando certo, os dois guiam com perfeição e estão muito confiantes. O título só sai das mãos deles por algum fator imprevisível. Para mim, está muito difícil. Muita coisa pode acontecer até o fim do campeonato e por isso vou continuar dando tudo, mas a balança está pendendo para eles”, constata o piloto do Peugeot número 9.


Nem mesmo com toda sua experiência, o piloto da Texaco se sente à vontade para dizer quem será o campeão. “Os cinco pontos que o Ricardo tem a mais aumentam a pressão sobre o Marcos, que precisa zerar ou pelo menos reduzir esta diferença em Tarumã para chegar à última etapa em melhor situação. Já o Ricardo precisa chegar na frente em Tarumã porque o Marcos venceu as três últimas corridas em Interlagos, onde vai ser disputada a final”.


Lembrando seus títulos, Giuliano vê no de 2005 uma situação parecida com a que os pilotos da Medley enfrentam hoje. “O de 2004 foi tranquilo. O Antônio Jorge Neto precisava vencer as duas últimas corridas e para mim bastava um 13º lugar. Na penúltima, ele foi quinto e eu fui campeão. No segundo, o Cacá Bueno tinha um ponto de vantagem na final. Cheguei em terceiro e ele, em quarto. Fui campeão por um ponto”.


Para Giuliano, aquela temporada foi inesquecível. “Até a oitava prova, o Cacá tinha 146 pontos e eu, 91. Nas três seguintes, venci duas e fiz 59, enquanto ele teve vários problemas e fez cinco. Na hora da decisão, eu estava com a confiança lá em cima. E isso me deu um grande reforço psicológico”. Mas a experiência pode ser mais importante que a psicologia, segundo o bicampeão. E ela aponta para o lado de Ricardo Maurício.


“Ele é mais rodado, correu vários anos na Europa, foi campeão em outras categorias. O Marcos também correu no Exterior, mas por bem menos tempo. Sua maior vantagem são as três vitórias sucessivas nas últimas corridas em Interlagos e ter sido campeão da Stock Light em 2006. O fato é que a disputa está muito equilibrada e pode dar qualquer um dos dois. Só que eu ainda estou na luta. Se derem chance, tiro o doce da boca deles”, avisa Losacco.


 

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