Stock Car: Di Grassi surpreendem rivais e vencem 3ª do ano em Cascavel

Mais uma vez o trabalho em equipe foi determinante em uma prova da Stock Car. Neste domingo (9), a Hero Motorsport desenhou uma estratégia específica para a primeira prova da rodada dupla da oitava etapa do Campeonato Brasileiro de Stock Car, realizada no Autódromo Internacional Zilmar Beux, em Cascavel (PR). Com um carro muito bem acertado, Lucas Di Grassi sobrou na pista, mas “turbinou” suas chances de vitória na prova de abertura da rodada ao optar por não reabastecer durante o pit stop. A estratégia possibilitou a superação do então líder Felipe Fraga ainda nos boxes – um trabalho que Di Grassi completou a seguir impondo um ritmo muito forte, que não foi acompanhado por nenhum dos concorrentes. Lucas terminou a prova com a expressiva vantagem de onze segundos sobre o segundo colocado.

“Foi uma vitória fantástica também por que eu andei nessa pista pela primeira vez anteontem. Então, acho que nossa equipe trabalhou muito bem nessa adaptação. Nosso carro estava muito rápido e tenho certeza de que se não tivéssemos feito a ultrapassagem no box, ela aconteceria de qualquer forma nas voltas seguintes”, comentou o piloto da Hero Motorsport, que já havia vencido corridas nas demais etapas paranaenses de 2018, em Curitiba e Londrina.

“Mas a estratégia já estava combinada e calculada pela equipe para esta primeira corrida, então o time a seguiu de forma impecável. A ideia era me manter o mais próximo possível do Fraga na primeira parte da prova, para tentar surpreendê-lo ao não fazer o abastecimento – e com isso ganhar alguns segundos, o suficiente para a ultrapassagem. Tenho que agradecer à equipe Hero pelo ótimo pit stop de hoje. Essa foi minha terceira vitória no ano, estou muito feliz. O carro estava ótimo e tudo funcionou como o time havia planejado, de forma impecável”, resumiu Di Grassi.

Lucas largou em segundo e seguiu as orientações do time ao andar sempre próximo do pole Felipe Fraga na primeira metade da corrida. Com a abertura da janela de pit stops, a equipe Hero Motorsport manteve-se fiel ao plano traçado para a corrida e optou por não abastecer o carro, fazendo apenas a troca dos pneus do lado direito – os mais desgastados em Cascavel, que tem a maior parte das curvas para a esquerda. Fraga, no entanto, realizou um pit stop completo, também reabastecendo seu carro. E foi surpreendido pela velocidade com que Lucas voltou para a pista.

No entanto, na segunda corrida, que os dez primeiros do grid em posição invertida, Di Grassi abandonou logo na primeira curva: “Foi uma pena. Larguei de forma agressiva pelo lado de fora e peguei um trecho sujo. O carro perdeu aderência e passou direto. Com isso praticamente todo o grid me passou e a equipe achou melhor abandonar, por que teríamos um pit stop longo e, apesar da boa velocidade que tínhamos, seria difícil recuperar. Então achamos melhor poupar o carro e os pneus para a próxima etapa. O importante é que saímos daqui com mais uma vitória. Isso foi realmente sensacional”, resumiu Di Grassi.

A equipe Hero Motorsport comemorou bons momentos também com seus dois outros pilotos. Bruno Baptista, que aos 21 anos é o mais jovem competidor do grid, largou bem na primeira prova e travou um duelo emocionante com dois rivais bastante experientes e rápidos. “Foi uma briga bem legal com o Valdeno (Brito) e o Átila (Abreu). Foi uma disputa muito forte, mas sempre justa e limpa”, conta ele. “Infelizmente o Átila acabou batendo de forma involuntária na minha roda traseira direita. O impacto empurrou a carenagem para dentro e furou o pneu. Tive que ir ao box para fazer a troca e isso praticamente me tirou a possibilidade de chegar entre os dez melhores, talvez até no pódio”, detalha o jovem Baptista. O estouro do pneu acabou custando caro também na segunda prova, já que o piloto da Hero teve que largar do fundo do pelotão.

A primeira corrida de Esteban Guerrieri, piloto convidado pela equipe para a etapa de Cascavel, também foi marcada pela estratégia. O argentino largou apenas da 29ª posição, já que seu carro fora fortemente afetado por um acidente no último treino antes da definição do grid de largada – a equipe trabalhou forte para recuperar os danos, mas o Stock de Guerrieri não recuperou o bom comportamento que vinha apresentando. “Nossa meta na primeira prova foi poupar pneus e chegar o mais à frente possível, de forma que pudesse largar em uma boa colocação na segunda prova”, resumiu o argentino da Hero. “Terminei em 17º e na segunda prova pude impor um ritmo mais forte. O carro estava bem equilibrado dessa vez e não fosse um erro eu poderia ter terminado uma posição à frente nesta prova final. Terminei a segunda prova em 10º e fiquei relativamente contente. O fim de semana poderia ter sido muito melhor, não tivesse sofrido o acidente que acabou com a traseira do meu carro. Mas foi apenas minha primeira experiência nessa categoria super competitiva e gostaria de repeti-la em breve com a equipe Hero Motorsport”, completou o argentino.

A próxima etapa da Stock Car será disputada no dia 23 de setembro, no circuito do Velo Città, interior de São Paulo.

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