Stock: Para Katalogo Racing, regra que garante vagas no grid ficou obsoleta

Única equipe paulista a estar nos playoffs em 2006, a Katalogo não pôde largar para a corrida do último domingo mesmo tendo se classificado com Ruben Carrapatoso. Chefe do time acredita que o regulamento era menos injusto quando havia apenas 40 inscritos na categoria.

Regras são regras e foram feitas para serem cumpridas. Exatamente por esse motivo, a equipe Katalogo Racing manteve seus dois carros nos boxes do Autódromo de Interlagos no último domingo, e não participou da etapa de abertura da Copa Nextel Stock Car embora tivesse garantido vaga no grid com o paulista Ruben Carrapatoso – que mesmo com problemas de rendimento e perdendo 12 km/h de velocidade nos trechos de reta conseguiu estar entre os 38 mais rápidos da sessão.

De fora da corrida por precisar ceder a vaga de Carrapatoso a Chico Serra e Duda Pamplona, o chefe da equipe, Fernando Parra, fez uma análise da regra mais polêmica da Stock Car nos últimos anos, e acredita que dar garantia de participação aos 25 melhores colocados no campeonato do ano passado, mais o campeão e o vice da Stock Light, tenha se tornado uma regulamentação obsoleta devido ao rápido crescimento do grid da Stock Car.

“Essa regra sempre me pareceu injusta, mas agora ela me parece, também, obsoleta. Quando o adendo ao regulamento foi proposto, em dezembro de 2006, havia cerca de 40 carros no grid. Com isso só ficariam de fora de cada evento dois pilotos, ou no máximo quatro nas corridas mais procuradas. Além disso, a proposta inicial garantiria a participação dos 20 melhores no ano anterior. Mas, em alguns meses houve um crescimento de 25% no número de inscritos na categoria, e as vagas garantidas subiram para 25. Ou seja: as chances de uma equipe deixar seu patrocinador de braços cruzados assistindo à corrida dos outros aumentou muito porque as únicas 11 vagas disponíveis atualmente no grid são disputadas por 23 carros”, opinou Fernando Parra.

A nova regra, na opinião de Parra, também tem um segundo ponto falho, já que premia os pilotos mais bem colocados no campeonato do ano passado, mas esquece das equipes. E pilotos não ganham corridas sem o trabalho de seus times. “Ficamos na oitava colocação no campeonato de equipes do ano passado, fomos o melhor time de São Paulo e levamos um piloto, o Ricardo Maurício, até os playoffs. Mas não tivemos vaga garantida no grid. Mesmo assim, conquistamos a nossa e tivemos que cedê-la a outros pilotos. Por isso acredito que, assim como a configuração dos treinos de classificação do ano passado gerou polêmica e foi revista, essa situação de exclusões e garantias de participação nas corridas também deveria sofrer alterações, ou deixar de existir”, analisa.

Para o chefe da Katalogo Racing, atrair um patrocinador para o evento sem dar a ele garantias de participação pode dificultar, no futuro, a captação de recursos para a Stock Car. “Muitos contratos de patrocínio para este ano estavam fechados antes da inclusão da nova regra. Isso significa que a garantia de participação de 25 pilotos no grid e a liberação de inscrições para quantos pilotos tivessem interesse de entrar na categoria certamente contradisse o que estava escrito em alguns contratos”, completou Parra.

A nova regra deixou de fora do grid, também, duas das mais aguardadas estrelas da categoria. Os paranaenses Enrique Bernoldi e Ricardo Zonta, o primeiro com passagem pela Fórmula 1 e o segundo ainda na ativa na categoria máxima como piloto de testes da equipe Renault, também não largaram. Zonta ainda conseguiu vaga entre os 38 mais rápidos, mas recebeu uma punição e perdeu sua melhor volta, tendo que deixar o grid. Já Bernoldi teve um fim de semana difícil e não atingiu o índice necessário para participar da corrida.

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