Stock: Pizzonia chega em quarto e é hospitalizado após corrida em Santa Cruz do Sul

Apesar de ter disputado praticamente a prova inteira sem a direção hidráulica, amazonense quase sobe ao pódio e assume a quarta colocação no campeonato.

Numa verdadeira batalha física dentro de seu cockpit em função de ter disputado quase que a corrida inteira sem a direção hidráulica em seu carro, o amazonense Antonio Pizzonia (Amir Nasr Racing) foi hospitalizado por cerca de 30 minutos após conquistar neste domingo (17/05) a quarta colocação na etapa de Santa Cruz do Sul (RS) da Copa Nextel Stock Car. “O resultado foi bom, mas muito cansativo”, afirma o sempre bem humorado piloto. A prova válida pela quarta etapa da competição teve vitória do paulista Max Wilson (RC Competições), que agora lidera o certame.

Pizzonia precisou de muita fibra durante a corrida, pois ficou sem a direção hidráulica em seu carro desde a terceira das 32 voltas. Seu esforço foi tamanho, que, sem nem mesmo conseguir falar, o piloto precisou ser retirado do carro e seguiu direto para o ambulatório do autódromo, onde recebeu oxigênio e ficou em repouso durante meia hora. “Nunca vi ninguém que agüentasse isso”, afirmou o chefe de equipe Amir Nasr, lembrando que a técnica e sinuosa pista de 3.530 metros, composta por diversas subidas e descidas, é uma das mais desgastantes do calendário.

Durante toda a corrida, a equipe manteve contato com Pizzonia através do rádio, incentivando-o a não desistir da prova. “A equipe vinha me dando muita força. Eles me levaram para frente”, revela emocionado. “Eu arrisco dizer que ele ganharia essa corrida se não fosse esse problema”, conta Amir Nasr. O piloto tem a mesma opinião. “Em condições normais eu poderia brigar por minha primeira vitória na categoria. O carro estava muito bom no começo da prova”, garante o esportista, que trouxe em seu Peugeot 307 inscrições de apoio à participação da Amazônia na Copa do Mundo do Brasil, em 2016.

Este problema mecânico vem sendo recorrente no novo carro da Stock Car, que estreou este ano. Quando a direção hidráulica quebra, a condução do bólido fica muito mais pesada do que o normal. “Eu nunca dirigi nada tão pesado na minha vida”, afirma Pizzonia. Ele acredita que seu preparo físico foi primordial para que ele obtivesse esse resultado. “Eu sempre treinei muito mais do que as categorias em que eu corri exigiam. Se minha preparação física fosse só para correr na Stock, eu não teria terminado a corrida”, relata.

Largando da sétima posição e com um bom rendimento de seu Peugeot 307, Pizzonia se manteve entre os primeiros durante toda a prova. Na segunda metade da corrida, após a parada nos boxes obrigatória e a entrada do Safety Car em virtude de um acidente ao final da reta dos boxes, o piloto ganhou posições e fez boas ultrapassagens, chegando a ocupar a terceira colocação. Mas nas passagens finais, extremamente exausto pelo desgaste físico, ele perdeu a posição que lhe daria seu segundo pódio do ano. “Nas últimas seis voltas eu via tudo embaçado, não tinha mais forças”, conta o piloto de Manaus.

Com o resultado, o titular da Amir Nasr Racing ocupa a quarta colocação no campeonato com 44 pontos, e está mais próximo de assegurar uma vaga entre os 10 pilotos mais bem colocados que avançam à disputa da Super Final nas quatro últimas etapas da competição.

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