Truck: Rio de Janeiro recebe máquinas com mais de 1.000 cavalos de potência

Campeonato Sul-Americano de Fórmula Truck corre pela primeira vez em Jacarepaguá. Caminhões superam os 200 km/h de velocidade máxima.

O Autódromo Internacional Nelson Piquet, em Jacarepaguá (RJ), mais uma vez faz história. Palco do GP Brasil de Fórmula 1 durante a década de 80; e de provas do mundial de motovelocidade e Fórmula Cart durante os anos 90, a pista fluminense recebe pela primeira vez a Fórmula Truck. Será a partir da próxima sexta-feira (16) quando começa a segunda etapa do campeonato sul-americano da categoria – cuja prova será realizada no domingo (18). Principal categoria do automobilismo nacional no que diz respeito a público presente e transmissão ao vivo pela TV, a Fórmula Truck leva para as pistas máquinas verdadeiramente enfurecidas.
São caminhões que têm como base os modelos que trafegam pelas rodovias do país, como é o caso do Axor 2044 da Mercedes-Benz, mas que recebem adaptações para as corridas e o comando de feras da velocidade. No caso da fabricante alemã, seus caminhões são pilotados na equipe ABF Mercedes-Benz pelo paranaense Wellignton Cirino, tetracampeão da Fórmula Truck; e pelo brasiliense Geraldo Piquet, filho do tricampeão mundial de Fórmula 1 Nelson Piquet. 
Os Axor 2044 que correm na Fórmula Truck têm cerca de 1.300 cavalos de potência contra os 428 cavalos que impulsionam um modelo similar de uso rodoviário. Tamanha força leva os caminhões de corrida a atingirem velocidades máximas na casa de 230 km/h. Velocidade que, por questões de segurança, a organização da Fórmula Truck limita a 160 km/h no trecho mais veloz de cada pista. “Sempre no trecho onde se atinge a maior velocidade em um circuito, é colocado um radar de velocidade. Nele somos obrigados a passar a, no máximo, 160 km/h. Quem estoura esse limite é punido com um stop-and-go”, explica Wellington Cirino, piloto do Mercedes-Benz Axor numeral 6 da equipe ABF, referindo-se à punição na qual o piloto deve ficar parado – nos boxes ou em um ponto especificado da pista – por um tempo determinado antes de retornar à corrida.
O conjunto que faz desses caminhões verdadeiras máquinas de competição, é composto ainda por um sistema de freios a disco nas quatro rodas e pela harmonia entre o chamado trem-de-força, que integra motor, caixa de câmbio e eixo. Nesta temporada, a Mercedes-Benz estreia em seus modelos de corrida uma nova caixa de câmbio de seis marchas com carcaça em alumínio. O resultado é um componente mais compacto, que promove também um novo equilíbrio para o caminhão e reduz o desgaste de freios e pneus. “Corremos pela primeira vez com esse câmbio na etapa de abertura do campeonato em Guaporé (RS)”, lembra Geraldo Piquet. “Já na primeira corrida o caminhão se mostrou mais ágil e agora vamos dar sequência ao desenvolvimento dos acertos de suspensão e freio; e tentar brigar pela vitória no Rio de Janeiro”, completa o brasiliense, que corre com o caminhão de número 3.
Ingressos à venda – Os ingressos para a etapa do Rio de Janeiro da Fórmula Truck já estão à venda em mais de 30 postos autorizados pela categoria no estado; e a partir de sexta-feira começam a ser vendidos também nas bilheterias do autódromo. A entrada custa R$ 25,00 e na compra antecipada o torcedor ganha um boné oficial da categoria. Estudantes pagam meia entrada, enquanto crianças com menos de oito anos de idade (acompanhadas pelos pais) e idosos acima de 60 anos não pagam. Mais informações sobre os postos de venda de ingressos no site: www.formulatruck.com.br.
Programação – Além da Fórmula Truck, Jacarepaguá recebe as provas da Porsche GT3 Cup Brasil neste final de semana. Os treinos livres começam na manhã de sexta-feira, enquanto as corridas serão realizadas no sábado e no domingo. A 2ª etapa do Campeonato Sul-Americano de Fórmula Truck terá transmissão ao vivo pela TV Band no domingo a partir das 14h.

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