WRC: Pane seca foi a vilã do segundo dia de Nobre/Paula na Nova Zelândia

Dupla brasileira ficou de fora das duas últimas Especiais deste sábado ao ficar sem gasolina.

O Rally da Nova Zelândia não tem sido dos melhores para a dupla brasileira Paulo Nobre/Edu Paula (Link Investimentos). Depois dos atrasos enfrentados no dia de ontem por uma falha da organização, o sábado dos brasileiros também foi marcado por problemas. Desta vez foi uma pane seca no início da penúltima Especial do dia que tirou os representantes do Brasil dos dois últimos trechos cronometrados do dia.

“Temos um adesivo colocado dentro do carro pela equipe que marca o quanto de combustível temos de colocar em cada reabastecimento. Só que acabamos “pulando” o reabastecimento 8, que pedia 56 litros no tanque. Usamos a marcação do reabastecimento 9, que era de 43 litros e essa diferença fez com que a gente ficasse sem gasolina na penúltima Especial”, contou Paulo Nobre.

Com o resultado na 5ª etapa do Campeonato Mundial de Rali comprometido já no primeiro dia de atividades, os brasileiros olharam o lado positivo do engano cometido hoje. “O Mundial de Rali está sendo um grande aprendizado para nós e ainda bem que a essa lição ocorreu nessa prova, onde já estamos bem distantes dos primeiros colocados em virtude de tudo que aconteceu ontem. Claro que foi uma pena ter perdido as duas últimas passagens do dia, já que estávamos vindo num ritmo muito bom na parte da tarde, quando iríamos repetir as quatro Especiais feitas pela manhã, mas ainda bem que esse nosso erro aconteceu nessa situação”.

Paulo Nobre ainda comentou sobre a experiência de pilotar um carro de rali no asfalto. “Andamos em um pequeno autódromo em uma das Especiais e foi muito interessante para mim. Não estou acostumado com esse tipo de piso em rali, mas a sensação de andar escorregando, “pendulando” nas curvas, foi muito divertida. Gostei muito”.

A boa notícia do dia veio de uma reunião entre o diretor de prova e o chefe de polícia local, que anulou a notificação recebida por Nobre no dia de ontem por excesso de velocidade no deslocamento e que exigia a presença do piloto brasileiro em uma Corte do país na próxima terça-feira. “Ainda bem que essa história se resolveu. Fiquei super chateado com que aconteceu ontem e hoje resolvi tirar a prova. Cumprimos todos os deslocamentos a risca, seguindo todas as instruções de velocidade que estavam na planilha. O resultado foi que cheguei em cima da hora de largar em todas as Especiais. Numa delas, não estourei o tempo por apenas 15 segundos. Ou seja, todo mundo anda acima da velocidade permitida, incluindo as feras do WRC. Eu e o Edu é que fomos pegos de bode expiatório pelo guarda que nos parou.”, finalizou o piloto brasileiro.

Em um dia marcado por vários acidentes e abandonos no Rally da Nova Zelândia, Nobre/Paula conseguiram subir na classificação. Agora, a dupla brasileira ocupa a 8ª colocação na categoria P-WRC (carros de produção) com seu Mitsubishi Lancer Evo X. Já as três primeiras posições estão sendo ocupadas por pilotos locais, mostrando o alto nível de dificuldade da prova.

Neste domingo, o Rally da Nova Zelândia se encerrará com a disputa de apenas quatro Especiais, com pouco mais de 88 quilômetros de trecho cronometrado.

A classificação da categoria P-WRC do Rally da Nova Zelândia após o segundo dia de competição está assim:
1º Hayden Paddon/John Kennard (Nova Zelândia, Mitsubishi Lancer Evo IX), 3h17min30s6
2º Emma Gilmour/Gleen Macneall (Nova Zelândia Subaru Impreza), a 3min36s9
3º Kingsley Thompson/Malcolm Peden (Nova Zelândia, Mitsubishi Lancer Evo X), a 7min52s5
4º Chaodong Liu/Anthony McLoughlin (China, Mitsubishi Lancer Evo IX), a 12min46s3
5º Gianluca Linari/Massimo Salvucci (Itália, Subaru Impreza), a 16min58s7
6º Toshi Arai/Daniel Barrit (Japão, Subaru Impreza), a 18min49s0
7º Rui Wang/Hongyu Pan (China, Subaru Impreza), a 24min23s0
8º Paulo Nobre/Edu Paula (Brasil, Mitsubishi Lancer Evo X), a 42min29s4

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