500 Milhas Granja Viana: Punição na Stock Car divide pilotos

Choque entre Cacá e Losacco domina segundo dia de treinos na Granja Viana.


O incidente envolvendo os pilotos Giuliano Losacco (Medley) e Cacá Bueno (RC Competições), na etapa da Stock Car domingo em Jacarepaguá, foi um dos assuntos que agitaram os boxes no segundo dia de treinos livres da 10ª edição das 500 Milhas Granja Viana de Kart. Nesta segunda-feira, astros da Fórmula 1, Fórmula Indy, Fórmula Truck, Fórmula Renault e da própria Stock Car se dividiram na avaliação do choque entre os rivais na última volta da prova.

Cacá e Losacco se tocaram no grampo que liga as duas principais retas do remodelado circuito carioca. Mesmo com a colisão, ambos conseguiram se manter na pista e cruzaram a linha de chegada. Inconformado, o bicampeão entrou com protesto junto à Direção de Prova, que aplicou punição de 20 segundos ao tempo total de Cacá. Com isso, o carioca caiu para 13º e viu sua vantagem na tabela cair para apenas dois pontos em relação ao segundo colocado, Hoover Orsi (250 a 248) restando somente a corrida de encerramento da temporada.

As estrelas foram cautelosas nas análises. Tony Kanaan, da Fórmula Indy, por exemplo, tentou se esquivar de críticas. “Não vou falar se foi justo ou não, pois a decisão já foi tomada. É difícil julgar e devemos acreditar na visão da Direção de Prova, já que a TV não mostrou direito”, disse. “Só que, se levarmos em conta a quantidade de acidentes durante a corrida, seria necessário desclassificar metade do grid”, completou o piloto baiano.

“Ele pode ter tomado muita pancada durante a corrida, mas um erro não justifica o outro. Em minha opinião, ele mereceu a punição, pois poderia ter evitado o choque”, argumentou Felipe Lapenna, campeão antecipado da Fórmula Renault, apoiado pelo colega da Fórmula Truck, Beto Monteiro. O pernambucano, por sua vez, revelou que teria a mesma atitude de Cacá. “O acidente foi proposital, já que ele não evitou a batida. Mas eu entendo o lado dele. Em uma situação dessas, de definição do campeonato, o sangue estava fervendo. Ele arriscou e se deu mal. Eu também arriscaria”, confessou.

Já o piloto e apresentador Otávio Mesquita colocou um ponto de vista diferente dos demais, levando em conta os problemas recentes de Cacá e as declarações do carioca depois da corrida. “Ele deu margem para ser punido. Foi uma atitude desnecessária. No lugar dele, abriria para não bater, pois um título está em jogo. Ele falou coisas que não deveria, que também pesaram na hora da punição”.

Felipe Massa, que também marcou presença nos ensaios desta segunda-feira, tratou de não culpar ninguém pelo incidente. “Foi um acidente de corrida, ambos estavam disputando o campeonato. Por isso, acho que a punição foi injusta”, afirmou o ferrarista. O tema não encontrou consenso sequer dentro da equipe de Massa. Ruben Carrapatoso, que estará ao seu lado nas 500 Milhas e compete na Stock Car V8, discordou completamente do companheiro. “Giuliano passou tranquilamente por ele e o Cacá colocou o carro em um espaço que não existia. Foi justa”, reiterou. Já Rubens Barrichello afirmou que não viu a corrida e não quis se comentar o assunto. No entanto, todos foram unânimes em um ponto: a decisão em Interlagos, no dia 10 de dezembro, pegará fogo.

O segundo dia de ensaios para a prova dos próximos dias 2 e 3 de dezembro foi bem mais movimentado do que o da semana passada. Mais da metade dos 74 karts inscritos entrou na pista, apesar da chuva do início da sessão. Os preparativos serão retomados na segunda-feira que vem.

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