600 Hornet: Chofard passa por cirurgia e Lucchini ocupa sua vaga na 600 Hornet

Paulista de 18 anos será parceiro de Diego Faustino no Team Scud Petrobras na terceira etapa em Interlagos

O Team Scud Petrobras terá mudanças para as duas provas da terceira etapa da 600 Hornet, que serão disputadas neste domingo (22) no autódromo de Interlagos. O paulista Pierre Chofard, piloto titular da equipe, foi submetido a uma cirurgia de emergência no último domingo (15) para extração do apêndice. Diante da recomendação médica de repouso absoluto por 10 dias, será substituído nas quinta e sexta etapas pelo conterrâneo Otávio Lucchini.

Aos 18 anos, Lucchini é uma das principais promessas do motociclismo brasileiro. Já cumprindo carreira na Europa, foi a opção do Team Scud Petrobras. “Diante da eventualidade com o Pierre, que é um dos melhores pilotos do Brasil, a equipe e a BR Petrobras analisaram algumas opções em conjunto, a nossa aposta acabou sendo pela oportunidade ao Otávio, que é um piloto jovem e talentoso”, diz o ex-piloto Gilson Scudeler, coordenador geral da equipe.

Lucchini, neste ano, disputa a Copa Hornet italiana. “A configuração da moto que ele pilota é muito parecida com a da que utilizamos aqui. Como nós não teremos treinos preparatórios antes do início da programação do evento, até por não haver tempo para isso, é um contato que deve facilitar o trabalho do piloto”, opina Scudeler. “Fomos obrigados a mudar por uma eventualidade, mas com isso cria-se a chance para mais um piloto na 600 Hornet”.

Apesar do problema com Chofard, que deverá retornar à equipe na etapa seguinte, Scudeler manifesta otimismo com o momento vivido pela equipe. “A 600 Hornet é uma novidade em relação ao trabalho que fizemos nos últimos anos, nós tivemos um pouco de dificuldade na adaptação à moto, para conhecer melhor os segredos dela. Na última etapa nós conseguimos, enfim, um desempenho bom, e a perspectiva é de continuarmos no pelotão da frente”, aposta.

O desempenho na etapa de Londrina, em julho, deu ao paranaense Diego Faustino, outro piloto da equipe, a vitória na segunda corrida da programação. Ele, contudo, foi punido por uma ultrapassagem sob bandeira amarela e a vitória ficou com Fábio Peasson. “O importante foi termos encontrado um bom ritmo”, resume Scudeler. A equipe tem apoio de BR Petrobras, GP Lubrax, Arlen Ness, Shark, TCX, Afam, Ferodo, Puig, BMC, Rizoma, Samacar, Luna e Calfin.

O HISTÓRICO
Otávio Lucchini estreou no motociclismo em 2005, ano em que foi vice-campeão paulista e ficou em sexto no Brasileiro das 125cc. No ano seguinte obteve o título do Paulista e foi ao pódio nas oito etapas do Brasileiro, do qual saiu como vice. O primeiro título nacional veio em 2007, já na categoria 250cc, a mesma pela qual se sagrou campeão gaúcho. Venceu duas etapas do Campeonato Paranaense e deu o primeiro passo na carreira internacional.

Em fins de 2007, Lucchini foi classificado entre mais de 600 pilotos das Américas para uma seletiva nos Estados Unidos. A competição deu-lhe vaga na equipe oficial da Red Bull para participar em 2008 do Red Bull AMA Rookies Cup, em que atuou com uma KTM 125cc nas provas preliminares do Mundial MotoGP em Indianápolis e Laguna Seca. Seu coach neste campeonato foi Kevin Schwantz, norte-americano que conquistou o título mundial de 1993.

No ano passado, Lucchini pilotou uma Kawasaki 600cc em corridas das séries norte-americanas AMA, AFM e WERA. Ao fim da temporada, participou em Interlagos da etapa de lançamento do TNT Superbike. Foi o único a subir ao pódio com uma moto de 600cc. Em 2010, além de um teste na Moto2, o paulista obteve Wild Card para disputar a Copa Hornet italiana. Foi décimo na classificação geral e ficou em segundo na categoria para pilotos até 21 anos.

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