ChampCar: Bruno Junqueira ganha posições em San Jose e termina prova em sétimo

Não contar com o perfeito funcionamento dos freios em uma pista com curvas travadas e reduções constantes de velocidade seria meio caminho andado para um resultado ruim em qualquer categoria do automobilismo. No caso do mineiro Bruno Junqueira (Telemont/Brasil Telecomunicações), nas ruas de San Jose, o sétimo lugar nessas condições só pode ser visto de forma positiva. Afinal, o representante brasileiro na ChampCar largou da quinta fila e, mesmo com os problemas em seu Panoz/Cosworth, conseguiu levar o carro até a bandeirada, ganhando posições ao longo das 107 voltas da nona etapa do campeonato. A vitória, segunda no ano, ficou com o holandês Robert Doornbos (Minardi Team USA), que largou em penúltimo, mas soube se beneficiar de uma estratégia arriscada de pitstops, depois de ter perdido o aerofólio dianteiro na largada, em um toque com Jan Heylen (Conquest).

Bruno já havia identificado o comportamento irregular dos freios no treino de aquecimento da manhã, mas a equipe Dale Coyne não conseguiu detectar a causa do problema. Assim, desde a primeira volta ele enfrentou dificuldades, especialmente na curva 1, um dos pontos críticos do traçado de rua da cidade californiana. Ao contrário do que ocorreu na semana anterior em Edmonton, no entanto, desta vez o trabalho do time nas paradas para reabastecimento e troca de pneus foi perfeito.

“Tivemos um dia muito difícil, nessa manhã já havia tido algum tipo de problema de freio, e que sem conseguirmos detectar, não houve solução, e então desde do inicio da corrida, sofri com a falta de freios. Praticamente em toda volta na curva 1 eu travava as rodas, mas felizmente consegui levar o carro ate o fim, numa verdadeira prova de sobrevivência, mas no fim o sétimo lugar foi satisfatório, tivemos bons pitstops e não cometi nenhum erro na pista. Foi um bom resultado”, comentou Bruno.

A décima etapa do calendário da ChampCar, em 12 de agosto, levará Bruno a uma pista que lhe traz boas lembranças. Road América, um dos circuitos mais desafiadores do mundo, com seus quase 7 quilômetros de extensão, foi o palco da primeira vitória na categoria, em 2001. “Vamos para Road America ainda na décima posição na classificação, mas bem mais próximos de subirmos no campeonato, e la, e onde tenho a maior confiança e acredito que poderemos ter nossa melhor prova”.

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